Sérvia (F)
Zoran Terzic vem reformulando a equipe ao longo da temporada. A semana em Belgrado começou movimentada: vitórias sobre a Bulgária (3 a 0) e a Alemanha (3 a 0), além de uma derrota para a França (2 a 3) após desperdiçar uma vantagem de dois sets. O detalhe importante está no nível dos adversários. A Bulgária luta contra o rebaixamento, a Alemanha está na parte de baixo da tabela e o único oponente realmente competitivo da semana acabou superando as sérvias. Há também uma sequência preocupante: a equipe perdeu as últimas 13 partidas oficiais que foram para o tie-break (quinto set). Nina Cajic marcou 22 pontos contra a Alemanha, e Tijana Boskovic voltou à quadra, mas vindo do banco de reservas. Lesões reduziram as opções de rotação, e em jogos longos as mandantes acabam sofrendo com o cansaço físico.
Holanda (F)
As visitantes vivem seu melhor momento na temporada. Alemanha, República Tcheca e França: três vitórias na semana, todas por 3 a 0. Nove sets vencidos e nenhum perdido. Com sete vitórias em 11 jogos e um saldo de sets de 24 a 12, a equipe se mantém na zona de classificação para as finais, mas precisa carimbar a vaga o quanto antes. Jolien Knollema vem pontuando com consistência, anotando de 13 a 14 pontos por partida, o passe está bem ajustado e o bloqueio fecha as pontas da rede. O confronto indireto contra adversários em comum fala por si só: a França, que venceu a Sérvia, não conseguiu tirar um único set da Holanda.
Prognóstico
O handicap (+1,5) em sets significa algo simples: a aposta é vencedora se a Holanda vencer pelo menos dois sets na partida. Ela só será perdida em caso de vitória da Sérvia por 3 a 0 ou 3 a 1 — cenário que parece improvável contra uma equipe que não cedeu nenhum set nesta semana. O fator casa e a presença de Boskovic podem ajudar as mandantes a vencer um set e até levar o jogo para o tie-break, mas a Sérvia perdeu seus últimos 13 confrontos de cinco sets — histórico que também favorece a aposta. Momento, motivação e regularidade apontam na mesma direção.
