Golden State Warriors
Os Warriors estrearam com autoridade na competição ao bater o Dallas por 101 a 90. Yaxel Lendeborg foi o grande destaque com um duplo-duplo de 21 pontos e 10 rebotes, além de distribuir seis assistências, enquanto LJ Cryer contribuiu com mais 25. Foi uma exibição empolgante e, sob certos aspectos, até acima da média para o nível da Summer League. Contudo, não podemos ficar com a falsa impressão de que o time da Califórnia passou todo o tempo correndo e convertendo arremessos sem contestação.
O triunfo foi construído principalmente na força defensiva. Os Mavericks anotaram apenas 90 pontos, parando constantemente na forte marcação de meia quadra. Durante o torneio California Classic, os placares dos Warriors foram ainda mais discretos, registrando totais de 176 e 179 pontos somados. Isso prova que a equipe também sabe fechar os espaços e cadenciar a partida quando o oponente não impõe um ritmo acelerado.
Agora, encarando o segundo compromisso em um intervalo de quatro dias, a tendência é que a comissão técnica utilize uma rotação ainda mais ampla para testar novos atletas. Na Summer League, essa estratégia costuma se traduzir em desperdícios de bola excessivos, individualismo e posses de bola estourando o limite do cronômetro. Portanto, não vejo motivos para esperar mais uma noite de alta pontuação do Golden State.
Oklahoma City Thunder
Do lado do Thunder, o cenário é bastante claro. Em quatro partidas disputadas nesta pré-temporada, a equipe não conseguiu ultrapassar a marca de 84 pontos em nenhuma oportunidade: registrou 74 contra o Memphis, 77 diante do Atlanta, 69 frente ao Utah e 84 contra os Lakers.
Em muitos momentos, o desempenho ofensivo da equipe é de difícil digestão. O Thunder consome quase todo o tempo de posse trabalhando a bola para, no final, alguém ser forçado a arremessar marcado ou tentar infiltrações forçadas no garrafão congestionado. A presença de jovens talentos não tem feito diferença: embora Bennett Sturtz e Aday Mara mostrem lampejos individuais, falta um sistema ofensivo minimamente organizado. Um basquete consistente e fluido ao longo de 40 minutos ainda passa longe desse elenco.
E esse problema já não pode ser classificado como oscilação passageira ou falta de pontaria pontual. Há uma deficiência estrutural em gerar pontos fáceis. O time produz poucas transições rápidas, raras infiltrações verticais, acumulando desperdícios e finalizações precipitadas. O Oklahoma não apenas pontua pouco, mas precisa se desdobrar ao máximo para alcançar suas modestas marcas.
Prognóstico
O Thunder registra média de apenas 76 pontos por exibição. Sinceramente, isso reflete exatamente a qualidade do seu jogo ofensivo atual, e não uma fase ruim passageira. Esperar que a equipe consiga uma evolução repentina para bater a casa dos 95 pontos seria otimismo excessivo, sem qualquer respaldo prático.
Os Warriors possuem qualidade para flertar novamente com a marca centenária, especialmente se a dupla Lendeborg e Cryer mantiver a mão quente. No entanto, é impossível superar uma linha alta de pontuação de forma unilateral quando o adversário passa o jogo travado na criação e sofrendo para encontrar arremessos livres. A média geral de pontos nos jogos do Oklahoma neste período é de 174 pontos. A linha proposta pelas casas de apostas está bem acima disso, mesmo sem que o time do Thunder tenha dado indícios de que pode elevar seu ritmo.
Não me deixo levar apenas pelo brilho ofensivo dos Warriors na estreia. O Oklahoma deve arrastar a dinâmica da partida para um ritmo mais lento e truncado. Além disso, a rotação profunda do Golden State neste segundo jogo em quatro dias deve favorecer o cenário de pontuação baixa. De um lado, temos uma equipe consistente na defesa; do outro, um ataque ineficiente.