Tudo se resume a uma pergunta: quem fará o adversário jogar o seu basquete? O Indiana vai acelerar na primeira oportunidade. Já o Portland vai cadenciar a partida, gastar tempo em cada posse e tentar não entrar em uma troca de ataques rápidos. As visitantes estão entre os times mais velozes da liga, enquanto as mandantes estão no extremo oposto da lista.
Por isso, o total de 188,5 parece um pouco alto. Para ultrapassá-lo, não basta o Fever ter uma boa produção ofensiva: será preciso também acelerar um adversário que foge disso a temporada inteira.
Portland Fire
O estreante tem campanha de 11-17, mas o perfil da equipe já está claro. O Portland marca cerca de 82 pontos por jogo, um dos piores números da WNBA. E não se trata apenas de um ataque fraco. O time de Alex Sarama escolhe jogar assim: trabalha longamente as posses, procura Megan DiLeo perto da cesta e raramente acelera logo após o rebote.
Também há muitos problemas na defesa. No entanto, quanto menos ataques o adversário tem, menos vezes consegue aproveitar essas falhas. Em quatro dos últimos sete jogos do Fire, as equipes somaram 149, 168, 177 e 131 pontos. Após a ausência de Sarah Ashlee Barker, o ritmo caiu ainda mais: sem ela, o Portland fica mais preso ao basquete posicional e quase não se arrisca a acelerar.
Indiana Fever
Com o Indiana, tudo funciona de outra forma. Campanha de 18-10, o melhor ataque da liga e Caitlin Clark, que há duas semanas marcou 45 pontos contra o Seattle. Os três jogos anteriores do Fever terminaram com totais de 217, 211 e 200. À primeira vista, apostar no under depois disso parece arriscado, mas foram partidas contra adversários favoráveis: o Seattle, duas vezes, e o atual Connecticut também não se opõem a um jogo mais acelerado. O Portland não dará esse presente: nos dois confrontos diretos, o Indiana venceu por 90 a 73 e 100 a 84, sem ultrapassar o total de 188,5 pontos em nenhuma das vezes.
Palpite
É possível esperar 95-100 pontos do Indiana — a defesa das mandantes permite isso. A questão é outra: de onde o Portland tirará mais cerca de 90? Com seu ritmo, precisará de uma eficiência quase perfeita, algo de que a equipe não pode se orgulhar. A projeção pelo número de posses deixa o jogo na faixa de 178-183 pontos. A margem é pequena, portanto o risco é claro: uma prorrogação ou uma sequência de ataques rápidos no fim pode mudar tudo. Ainda assim, o cenário principal segue sendo de poucos pontos: o Portland vai gastar tempo, e os dois confrontos diretos já mostraram que nem mesmo o forte ataque do Indiana precisa elevar tanto o total geral.