Seis vitórias em 30 jogos não é um retrospecto que inspire defesa do azarão. Ainda assim, o handicap positivo do Seattle parece mais interessante aqui do que apostar em mais uma goleada. Nesta temporada, o Storm já enfrentou o Atlanta duas vezes: venceu o primeiro jogo por 105 x 90 e perdeu o segundo por 78 x 89.
Atlanta Dream
Há pouco a questionar nos resultados do Atlanta: 17 vitórias e 10 derrotas, primeiro lugar no Leste e uma sequência de quatro triunfos. Parece sólido. Só que o desempenho em quadra é bem menos convincente do que a posição na tabela: contra o Dallas, a vitória veio por 82 x 81, embora a desvantagem tenha chegado a 15 pontos e a cesta decisiva saído a 18 segundos do fim. Contra o Chicago, também venceu, mas sofreu até o fim: 93 x 91. Antes, houve vitórias por 91 x 90, 82 x 80 e 94 x 87 — como se vê, o Atlanta não vem cobrindo o handicap (-12,5). O Dream sabe vencer finais apertados, seria tolice negar isso, mas não costuma transformar jogos equilibrados em goleadas.
Angel Reese domina os rebotes e já registrou 18 duplos-duplos. Allisha Gray assume os ataques decisivos, Jordin Canada movimenta a bola e cria arremessos para as companheiras. O conjunto funciona, mas na base da paciência e do jogo posicional, não de pressão constante. O Atlanta costuma arrancar vitórias por uma posse de bola, em vez de atropelar o adversário muito antes da sirene.
Seattle Storm
Sete derrotas consecutivas são uma sequência desagradável, mas há diferença entre um time ruim e um time que é atropelado todas as noites, fazendo a aposta no handicap negativo ser vencedora. Fora de casa, o Seattle perdeu para o Indiana por 107 x 110 e, em casa, foi derrotado pelo mesmo adversário por 95 x 105. A defesa voltou a falhar, sobretudo perto do fim, mas o ataque não desmoronou. O Storm chega a 95–100 pontos e permanece no jogo por mais tempo do que a sequência de derrotas sugere.
Natisha Hiedeman e Dominique Malonga pontuam para a equipe, enquanto Flau'jae Johnson briga pelos rebotes e não se desliga após momentos ruins. O banco tem pouca profundidade, e é difícil defender durante os 40 minutos. Daí vêm os apagões nos cinco minutos finais. Mas, em geral, são apagões de cinco a dez pontos, não derrotas por 20–25.
Palpite
O Atlanta tomará a iniciativa e pode abrir uma vantagem de 10–14 pontos antes mesmo do fim do terceiro quarto. Só que, depois disso, os mandantes quase certamente vão valorizar as posses e reduzir o ritmo. Para eles, é mais importante vencer com tranquilidade do que seguir acelerando em busca de um placar elástico. O Seattle não tem para onde recuar. As visitantes vão acelerar, arremessar mais de três pontos e lutar por cada posse. Nos dois confrontos diretos, isso foi suficiente para manter o Dream dentro do handicap oferecido pela casa de apostas.
Há dois argumentos para isso. O Atlanta venceu o Seattle por apenas 11 pontos e, no outro encontro, perdeu por 15. Além disso, oito vitórias do Dream nesta temporada foram por uma diferença de no máximo sete pontos. Os mandantes são mais fortes e podem vencer, mas esperar uma goleada já é exagero.