Em agosto, já há pouco espaço para acaso na tabela. O Las Vegas é o segundo, com campanha de 20-8, e ainda pode alcançar o Minnesota. O Chicago, com 10-18, se agarra à última vaga nos playoffs — não pode desperdiçar partidas em casa como esta. A diferença técnica é evidente, mas, para o total, o mais importante é outra coisa. As duas equipes vêm pontuando com facilidade e permitindo que os adversários façam o mesmo. Tudo indica mais um duelo de pontuação alta.
Chicago Sky
O ataque do Chicago finalmente engrenou. A defesa, porém, não acompanha — e, por enquanto, nem parece se esforçar muito para isso. Nos últimos seis jogos, o time de Tyler Marsh marcou 93,5 pontos por partida, sofreu quase 91, e o placar combinado nunca ficou abaixo de 178. A bola circula rápido: são 22,7 assistências por jogo, menos posses travadas e mais passes para Kamilla Cardoso no garrafão. Contra o Connecticut, a brasileira marcou 26 pontos, 18 deles no quarto período da vitória por 94 x 88. Mas há um problema. O Sky é o 12º colocado em aproveitamento de três pontos, com apenas 31,5%, e seu rating defensivo segue como o oitavo da liga. Os erros de arremesso geram contra-ataques rápidos para o adversário, e a defesa frágil ainda lhe concede mais algumas posses favoráveis. Isso só deixa o jogo mais aberto.
Las Vegas Aces
O Las Vegas não precisa de muito tempo para engrenar. Tem o segundo ataque mais eficiente da liga, com 114,3 pontos a cada cem posses; só o Indiana está à frente. Em uma sequência de seis jogos, as Aces chegaram a 98,5 pontos por partida, com 51,8% de aproveitamento nos arremessos de quadra. A'ja Wilson faz o que costuma fazer: 26,4 pontos e 9,7 rebotes, liderando a liga em pontuação. No jogo anterior, o Las Vegas superou o New York por 104 x 99, convertendo 13 bolas de três. Mas não é uma equipe sem pontos fracos. O rating defensivo das visitantes é de 108,1, quase igual ao do Chicago. As Aces arremessam muito, atacam frequentemente a cesta e cobram 18,3 lances livres por jogo, mas nem sempre conseguem se recompor na defesa.
Palpite
Os dois confrontos diretos já mostraram para onde isso vai: 206 pontos no primeiro jogo (107 x 99) e 188, com prorrogação, no segundo (98 x 90). Nas duas vezes, a linha foi superada. O over do Las Vegas bateu em quatro jogos consecutivos e o do Chicago também em quatro seguidos como azarão.
As visitantes devem pontuar graças à qualidade técnica, a Wilson e ao forte aproveitamento. As mandantes, por sua vez, não vão prender a bola nem reduzir o ritmo — esse simplesmente não é o jogo delas no momento. Mesmo uma vantagem inicial da favorita não atrapalha: o Chicago vai tentar buscar a reação com contra-ataques rápidos e lances livres. Não há quem desacelere esta partida.