Na tabela, a defesa do New York não parece ser um grande problema, mas, na prática, não é bem assim. O time de Chris DeMarco é o quinto da liga no ataque, mas apenas o 11º na defesa e sofre quase 109 pontos a cada 100 posses. É possível vencer com esses números, especialmente com Breanna Stewart no elenco. Mas cobrir handicaps altos com regularidade já é difícil. O saldo geral do Liberty é de mais 2,7 pontos a cada 100 posses, o sétimo melhor da liga. Para um elenco desse nível, a margem é muito pequena.
Há ainda o calendário. O New York disputa o terceiro jogo de uma turnê pela Costa Oeste em cinco dias: na terça-feira, esteve em Los Angeles; na quinta, em Las Vegas; agora, em Phoenix. Após a derrota para o Aces (99 x 104), a equipe volta à quadra praticamente sem descanso. O Mercury teve um pouco mais de tempo para se recuperar.
Phoenix Mercury
A campanha de 11-18 não engana ninguém. O Phoenix realmente teve uma parte fraca da temporada: é o 12º tanto no ataque quanto na defesa. Mas os últimos jogos já não lembram uma equipe que possa ser descartada sem preocupação.
Primeiro, o Mercury venceu em Los Angeles (86 x 82), depois bateu o Connecticut (72 x 63) e, em seguida, superou o Golden State em casa (91 x 89). A última vitória é especialmente importante. As Valkyries estão em terceiro e têm a melhor defesa da liga, mas o Phoenix sustentou o ritmo durante todos os 40 minutos, não desmoronou no fim e ficou com a vitória.
As mandantes têm um jogo bem definido em torno de Alyssa Thomas. Ela lidera a liga em assistências — 8,3 por partida — e é a segunda em minutos jogados. Thomas não precisa arremessar o tempo todo: acelera o ataque, encontra as companheiras e força a defesa a se movimentar. Kahleah Copper marca 20,7 pontos, Natasha Mack acrescenta 7,6 rebotes e devolve posses à equipe após os erros nos arremessos.
De longa distância, o desempenho é pior: 32,1% nas bolas de três e apenas o 11º lugar na liga. Por isso, o Phoenix ataca mais a área pintada e consegue lances livres. Contra a defesa do New York, que regularmente deixa espaços livres, isso pode ser suficiente.
New York Liberty
O número mais incômodo para o favorito é 7-14 contra o handicap. Ninguém é pior na liga. As casas de apostas ainda avaliam o Liberty pelo nome e pela força do elenco, mas a equipe fica repetidamente abaixo da linha estabelecida.
Desde 23 de junho, o New York soma quatro vitórias e sete derrotas. Stewart segue como a terceira maior pontuadora da liga, com 21,5 pontos, enquanto Jonquel Jones registra média de nove rebotes. O ataque funciona: 111,4 pontos a cada 100 posses. Não há como contestar isso.
O problema começa quando não basta vencer, é preciso abrir vantagem. O Liberty pode abrir 10 pontos se o adversário começar a perder a bola e se desorganizar na defesa. Em casa, o Phoenix não jogou assim em julho. Seattle, Connecticut e Golden State já perderam aqui.
Palpite
O New York certamente terá sua sequência de pontos. Talvez ainda no primeiro tempo. Mas depois as mandantes podem retomar o controle com Thomas, pressão perto da cesta e rebotes. Isso parece mais uma partida com final tenso do que uma vitória tranquila das visitantes com folga no placar.
O Liberty faz seu terceiro jogo fora de casa em cinco dias, cobre mal os handicaps e permite demais na defesa. O Phoenix descansou, venceu três partidas seguidas e acabou de superar a melhor defesa do campeonato. Sim, os dois confrontos diretos ficaram com o New York, mas ambos foram disputados no Brooklyn. Agora, a quadra e o calendário estão a favor do Mercury.