Estas duas tenistas têm rankings muito próximos no chaveamento, sendo as cabeças de chave número 18 e 16, mas há uma diferença de 13 anos de idade entre elas: Alexandrova conta com a experiência a seu favor, enquanto Jovic se destaca pela excelente velocidade em quadra.
Apesar de Iva Jovic ainda não ter completado 19 anos, as duas já se enfrentaram na temporada de 2024. Aquele foi apenas o segundo jogo da jovem americana de 16 anos na chave principal do circuito WTA, logo no US Open. Na ocasião, a experiente russa precisou de três horas para superar a jovem promessa em um jogo duro (4 a 6, 6 a 4, 7 a 5). Agora, com mais de 150 partidas disputadas na carreira, Jovic se tornou uma adversária ainda mais perigosa.
Esta temporada não tem sido fácil para a russa. Embora continue no top 20, o número de vitórias está abaixo do esperado para o seu nível — foram apenas 11 em 17 torneios disputados. Na primavera, Ekaterina Alexandrova passou por uma sequência incômoda de quatro derrotas consecutivas em torneios de saibro. A transição para a grama também não trouxe melhoras significativas, resultando em uma eliminação precoce logo na estreia em 's-Hertogenbosch. O único destaque positivo foi a vitória surpreendente em sets diretos contra Mirra Andreeva, que vinha do título de Roland Garros. No entanto, na sequência, em Bad Homburg, ela foi facilmente neutralizada por Naomi Osaka. Para este confronto, Iva Jovic deveria se espelhar na tática da japonesa, que explorou golpes potentes no backhand (canto esquerdo) da russa. Alexandrova demonstrou lentidão e sequer tentava alcançar as bolas nesse setor. Além disso, as jogadas anguladas na diagonal foram muito eficientes, e isso não se limitou apenas aos saques.
Por outro lado, esse mesmo caminho pode ser usado para vencer a própria Iva Jovic. Foi exatamente o que fez Emma Raducanu na semifinal do torneio de Londres, em junho. Embora a americana goste de atuar na grama, ela acabou esbarrando em uma adversária que também se sente confortável nessa superfície, mas que possui mais rodagem. Ainda assim, vale destacar a velocidade incrível de movimentação de Iva. A russa precisará arriscar bastante para colocar bolas fora do alcance da oponente. Contudo, Jovic também deve adotar uma postura bastante agressiva no ataque. Na segunda rodada, ela atropelou a alemã Tatjana Maria por 6 a 1, 6 a 2, anotando 25 bolas vencedoras (winners) contra apenas 10 da adversária.
Por isso, não é por acaso que Iva Jovic surge como favorita neste duelo. Ela demonstra maior adaptação à grama, tendo inclusive conquistado o título de duplas juvenis em Wimbledon, e alia potência nos golpes a uma excelente mobilidade. Uma boa alternativa de aposta é o handicap negativo a favor da americana. Afinal, ela chega com o tanque de combustível cheio após a segunda rodada, ao contrário da russa, que batalhou por quase duas horas diante de uma tailandesa pouco conhecida e situada fora do top 100 mundial.


