Parecia uma grande campanha em Roland Garros: Diana esteve perto de chegar à final, caindo por 6 a 7, 4 a 6 para Maja Chwalinska. Mas o que explica a queda em suas cotações? Um início fraco na temporada de grama. Nos dois torneios em que se inscreveu, ela foi eliminada logo na estreia por adversárias de ranking inferior. Em Berlim, perdeu para a número 62 do mundo, Nikola Bartunkova, e em Bad Homburg foi superada pela número 25, Clara Tauson. É verdade que já em Londres Diana Shnayder venceu Eva Lys de forma rápida (65 minutos) por 7 a 5, 6 a 1, mas ela certamente se lembra desses tropeços recentes.
Apesar do histórico negativo de vitórias e derrotas nesta temporada (9-16), Liudmila Samsonova não pode ser descartada. Nos mesmos torneios preparatórios para Wimbledon, a russa de 27 anos venceu ao menos uma partida — superando a número 34 do mundo, Katerina Siniakova (6 a 3, 7 a 5) em Bad Homburg. Depois, ofereceu boa resistência a Elina Svitolina, integrante do top 10, em duelo que terminou em 6 a 3, 3 a 6, 2 a 6. O retrospecto do confronto direto também não favorece Samsonova, mas em seu último encontro ela conseguiu tirar um set de Shnayder, perdendo por 6 a 4, 1 a 6, 4 a 6.
Na primeira rodada, Liudmila Samsonova também não precisou fazer muito esforço para vencer Polina Kudermetova, fechando o jogo com um duplo 6 a 3 em apenas 72 minutos. Com isso, ela chega fisicamente inteira para encarar Diana Shnayder, que vive um momento mais sólido nas últimas temporadas. Diante do equilíbrio deste confronto, o mais indicado é evitar escolher uma vencedora e apostar no mercado de total de games, optando pelo over, que surge como o cenário mais provável.


