Daniel Merida Aguilar faz uma temporada de afirmação, na qual estreou no top 100 pela primeira vez e ocupa atualmente a 82ª posição do ranking mundial. O espanhol é um saibrista clássico e resiliente, que construiu sua reputação com trocas de bola longas em quadras lentas. Na grama, ele praticamente não tem experiência de jogo e, na primeira rodada de Wimbledon, Daniel teve bastante sorte: seu adversário, Ugo Carabelli, abandonou devido a uma lesão quando liderava por 2 a 1 em sets. O espanhol tem um saque fraco (média de menos de três aces por partida), o que na grama rápida o torna um alvo fácil para devolvedores de elite.
Daniil ocupa a oitava posição do ranking da ATP e em 2026 já conquistou dois títulos (em Brisbane e Dubai). Após um desempenho abaixo do esperado em Roland Garros, o russo se preparou de forma planejada para Wimbledon, alcançando a semifinal em Hertogenbosch e as quartas de final em Halle. Na grama, Medvedev tem números expressivos em sua carreira (66-29), e na primeira rodada deste torneio apresentou um tênis impecável, atropelando Marin Cilic (6 a 1, 6 a 2, 6 a 4) e anotando 16 aces, com 73% de aproveitamento de pontos ganhos no primeiro serviço. Os golpes retos e profundos de Daniil funcionam perfeitamente com o quique baixo da bola na grama.
Medvedev, graças ao seu saque potente e a uma das melhores devoluções do circuito, deve dominar totalmente a quadra. Merida Aguilar, com seu serviço vulnerável e falta de adaptação à grama, terá dificuldades até para confirmar seus próprios games de saque. Para Daniil, conseguir duas quebras em cada set será o suficiente para cobrir com tranquilidade o handicap negativo esticado. Esperamos mais uma vitória rápida e tranquila do favorito.

