A principal arma de Sabalenka é o seu forehand devastador e os números excelentes no saque (líder do circuito com 64,9% de pontos ganhos com o primeiro serviço na temporada). Por outro lado, quando a adversária começa a responder com a mesma intensidade e agressividade, Aryna às vezes apresenta oscilações mentais.
Jelena Ostapenko se transforma em uma força temível na grama, somando em sua carreira sólidas 59 vitórias em 86 partidas neste piso. Na preparação para Londres, Jelena aqueceu chegando à semifinal em Eastbourne, e no próprio torneio de Wimbledon segue firme na chave, tendo superado a britânica Dart (6 a 3, 3 a 6, 6 a 4) e a croata Ruzic (6 a 2, 6 a 0).
O estilo de Ostapenko é único: ela bate na bola com força total em golpes flat, com pouquíssima margem sobre a rede, tirando completamente o tempo de reação das adversárias. O maior problema de Jelena é o seu serviço instável (18 erros duplos em duas rodadas), mas ela compensa essa desvantagem de sobra com devoluções avassaladoras (venceu 52% dos pontos na devolução contra Dart e Ruzic).
No histórico de confrontos diretos, Sabalenka lidera por 3 a 1. No entanto, o último duelo entre elas, disputado em 2025 no saibro, terminou com vitória incontestável de Ostapenko por 6 a 4, 6 a 1. Na grama, as tenistas se enfrentarão pela primeira vez.
Ostapenko é uma das poucas jogadoras do circuito fisicamente capazes de superar Sabalenka no ritmo e forçar a bielorrussa a se defender — algo que Aryna detesta. Nesta temporada, Sabalenka já tropeçou várias vezes justamente contra tenistas agressivas (derrotas para Pegula, Shnaider e Baptist). Jelena encontrou o seu ritmo de jogo na grama e, com suas devoluções flat fenomenais, tem totais condições não apenas de equilibrar o confronto contra Aryna, mas também de faturar um set.


