Palpite para o jogo
A seleção dos Estados Unidos, comandada por Mauricio Pochettino, que renovou seu contrato com a federação até 2030, fez uma Copa do Mundo em casa em alta: avançou da fase de grupos (vitórias sobre Austrália e Bósnia e Herzegovina, derrota para a Turquia), bateu com autoridade a Bósnia e Herzegovina nos 16 avos de final (2 a 0) e só caiu nas oitavas de final diante da Bélgica (1 a 4). É o melhor resultado dos americanos em um Mundial disputado em casa, e agora a equipe inicia um novo ciclo justamente com um amistoso em Orlando, cidade onde, segundo os organizadores, a seleção dos Estados Unidos está invicta. O elenco conta com os destaques do último torneio, Christian Pulisic, Folarin Balogun e Weston McKennie, que terão motivação extra para atuar diante de sua torcida como heróis da Copa do Mundo em casa.
O Peru, por sua vez, vive um período difícil de reconstrução: a equipe não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo pela primeira vez em muito tempo, somando apenas 12 pontos em 18 jogos nas Eliminatórias, e agora está no início de um novo ciclo, já voltado para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2030. A turnê de setembro pelos Estados Unidos e Canadá (jogos seguidos contra Estados Unidos, México, Canadá e Colômbia) tem caráter claramente experimental, de preparação: a seleção chegará sem ritmo de competição e sem a experiência de alto nível que os americanos adquiriram no Mundial em casa. No último amistoso, em junho, os peruanos perderam para a futura campeã mundial Espanha (1 a 3), sem mostrar organização defensiva.
A diferença de forma atual, motivação e qualidade técnica favorece os donos da casa. Os Estados Unidos disputarão a primeira partida diante de sua torcida após o bem-sucedido torneio em casa e devem superar sem grandes problemas uma equipe em profunda reconstrução do elenco e da comissão técnica.