Marin Cilic, por sua vez, vem em uma sequência impressionante. Na semana passada, em 's-Hertogenbosch, o veterano croata teve uma excelente atuação e chegou às quartas de final: ele derrotou consecutivamente Denis Shapovalov e Nuno Borges, apresentando um aproveitamento fenomenal de 78% de pontos vencidos no primeiro serviço, e caiu apenas diante de Daniil Medvedev em um jogo duro (2 a 6, 6 a 3, 1 a 6). Cilic retorna ao Queen's Club, onde já conquistou o título duas vezes e foi finalista em outras duas ocasiões. Seu saque potente (que ultrapassa frequentemente os 200 km/h) e sua leitura perfeita do quique da bola na grama de Londres fazem de Marin uma ameaça real para qualquer cabeça de chave.
O único confronto direto anterior foi vencido por Humbert na quadra dura coberta de Paris, ainda em 2020 (6 a 3, 6 a 7, 6 a 3). No entanto, na grama rápida do Queen's Club, a dinâmica de forças se desenha de forma diferente. Cilic já se adaptou totalmente às peculiaridades do piso, tendo disputado três partidas exigentes na Holanda, e chega em excelente forma física e técnica. Para Humbert, com seu ritmo inconstante, será difícil conseguir quebras de serviço — o croata quase não concede break points na grama.
Considerando que Marin, graças à sua altura (1,98 m) e envergadura, é capaz de bloquear de forma eficiente os saques abertos do canhoto francês, o veterano terá boas chances em seus games de devolução. Além disso, Cilic demonstra maior estabilidade mental nas retas finais dos sets, e sua enorme experiência em Londres deve ajudá-lo a, pelo menos, cumprir o handicap positivo.

