Sebastian Baez
Depois de um começo de temporada promissor e da final em Auckland, o argentino caiu bastante de rendimento e perdeu forma. Sebastian tem encontrado muita dificuldade contra jogadores de golpes pesados, por isso somou a maior parte dos pontos neste ano em challengers, incluindo o título em Prostejov. Na semana passada, em Bastad, Baez começou bem, passando por Dalin e de Jong, mas nas quartas de final desabou sem reação diante da pressão de Andrey Rublev (1 a 6, 2 a 6). O tênis defensivo e linear de Sebastian funciona bem em ralis mais amarrados, mas, sem peso nos contra-ataques, ele vira um alvo fácil para adversários agressivos.
Miomir Kecmanovic
O sérvio vem fazendo uma boa sequência no saibro (8-6) e está com ótimo ritmo de jogo. Em Wimbledon, Miomir quase protagonizou uma das grandes zebras ao levar Jannik Sinner a uma batalha de cinco sets. De volta ao saibro, sua superfície mais natural, Kecmanovic venceu Feldbausch na semana passada, em Gstaad, antes de perder em duelo duro para o especialista Juan Manuel Cerundolo (6 a 3, 3 a 6, 5 a 7). O estilo de Miomir é voltado ao ataque: ele acelera com profundidade pelo forehand, entra com frequência na meia quadra e não tem medo de impor o próprio ritmo.
Palpite
Nos confrontos diretos, Kecmanovic lidera com autoridade: 3 a 0. O sérvio já superou o argentino na grama de Eastbourne, no piso duro de Paris e até no saibro de Roland Garros, onde virou uma partida em que perdia por 0 a 2 em sets. O estilo de Miomir é a arma ideal contra a defesa passiva de Baez. O sérvio leva vantagem no peso dos golpes e na velocidade de tomada de decisão, enquanto a enorme superioridade mental construída pelo histórico entre eles deve ajudá-lo a assumir o controle na linha de base desde os primeiros games.