Botic van de Zandschulp
O neerlandês atravessa um trecho fraco no saibro: na temporada de 2026, disputou 16 partidas e conseguiu apenas 9 vitórias. Os únicos torneios realmente positivos do ano para o número 55 do mundo seguem sendo as quartas de final em Roterdã e a semifinal em Bucareste. Na maior parte das outras competições, Botic caiu logo no primeiro ou no segundo jogo, algo que aconteceu em 12 dos 17 torneios que disputou. Em pisos mais lentos, seu estilo mais acadêmico e a primeira bola potente perdem eficiência, e, quando é pressionado de forma constante, o neerlandês acaba cometendo erros não forçados em excesso.
Jaime Faria
O português deu um salto impressionante dos challengers para a chave principal do circuito ATP. No saibro, em 2026, Faria mostra um nível físico e competitivo excelente, com 27 vitórias em 40 partidas. Antes da estreia em casa, no Estoril Open, Jaime também deixou ótima impressão em Gstaad: primeiro superou Stan Wawrinka por 6 a 7, 6 a 4 e 6 a 4, depois ainda tirou um set de Casper Ruud, em derrota por 7 a 6, 4 a 6 e 2 a 6.
Palpite
Com muita consistência e resistência, o português venceu no saibro três vezes mais partidas em 2026 do que seu adversário: 27 vitórias contra 9. Nas quadras lentas do Estoril, Van de Zandschulp deve sentir a falta de ritmo competitivo e de jogos recentes para sustentar o ritmo pesado de um jogador da casa tão motivado.