Tomas Martin Etcheverry
Especialista no saibro, o argentino aparece no top 30 do ranking mundial e faz uma temporada forte, marcada pelo primeiro título de ATP da carreira, no Rio de Janeiro, além de ter tirado um set de Carlos Alcaraz em Monte Carlo. Com 1,96 m, Tomas Martin se destaca não só pela consistência no fundo de quadra, mas também pelo ótimo preparo físico. Nos últimos meses, porém, ficou evidente uma fragilidade contra adversários de saque pesado: ele tem sofrido com frequência diante de jogadores agressivos como Sonego, Borges e Fils, principalmente pela queda de rendimento na devolução. Em Kitzbuhel, Etcheverry chegou à semifinal em 2023, mas, um ano depois, caiu logo na primeira rodada.
Jurij Rodionov
Rodionov costuma render melhor em quadras rápidas, mas chega ao torneio em casa, em Kitzbuhel, em ótimo momento físico e técnico. Depois de passar pelo qualifying, o austríaco ganhou confiança e, na estreia da chave principal, dominou Joel Schwaerzler com autoridade por 6 a 4 e 6 a 2. A principal arma de Jurij é o primeiro saque muito potente, que permite somar pontos fáceis com regularidade nos próprios games. Em três partidas em Kitzbuhel, ele já disparou 26 aces.
Palpite
As casas de apostas tratam Etcheverry como favorito claro, mas o retrospecto do confronto direto pesa para o lado do austríaco: Rodionov lidera por 2 a 1, e as duas vitórias dele vieram justamente no saibro. Considerando que Jurij já está adaptado às quadras de Kitzbuhel e que o argentino vem mostrando dificuldades constantes para devolver saques pesados, o azarão da casa tem condições de endurecer o jogo e proteger o handicap positivo.