Oklahoma City Thunder
Os elencos de verão do Thunder costumam protagonizar jogos amarrados ano após ano. Em julho passado, quatro das cinco partidas do OKC terminaram abaixo da marca de 182,5 pontos, com uma média geral de cerca de 173 pontos. A franquia faz questão de transmitir a cultura defensiva do time principal para os jovens, e o elenco atual segue exatamente essa lógica. Aday Mara, pivô de 2,21m vindo de Michigan, chega para proteger o garrafão e contestar arremessos adversários. Já o armador Bennett Stirtz dita o ritmo das ações ofensivas com muita paciência, buscando sempre a melhor jogada. Transições rápidas e chutes precipitados definitivamente não definem esta equipe.
Memphis Grizzlies
Cameron Boozer é a grande atração da partida. No entanto, estreantes costumam sentir o peso do primeiro jogo: sistemas táticos desconhecidos, falta de entrosamento com os companheiros e o natural nervosismo da estreia. Cedric Coward, a 11ª escolha do draft anterior, é o único aqui capaz de criar seus próprios arremessos com consistência, o que fará com que a defesa adversária dobre a marcação nele. Defensivamente, o ritmo será ditado por Jahmai Mashack, um ala-armador agressivo que incomoda muito o portador da bola. Há um ano, neste mesmo ginásio, o Memphis superou o OKC por 92 a 80: os 172 pontos combinados ilustram com fidelidade o cenário desse tipo de confronto.
Palpite
Minha leitura é a seguinte: ataques desorganizados, muitos erros não forçados (turnovers), rotações longas e baixo aproveitamento nos arremessos de quadra de ambos os lados. Falta ritmo e entrosamento natural nos primeiros jogos da Summer League para converter posses em pontos com regularidade. O único risco real é o excesso de lances livres, que pode inflar o placar. Contudo, temos fortes indícios que apontam para um placar baixo: o histórico de jogos truncados do OKC, o formato reduzido de tempo e o confronto direto recente. Por isso, a melhor opção é o mercado de under.
