Memphis Grizzlies
O time comandado por Cam Boozer registra média de 96,7 pontos por jogo — a melhor marca entre os semifinalistas. Boozer anotou 24 pontos contra o Atlanta Hawks, convertendo 10 de 13 arremessos de quadra, enquanto Cedric Coward contribuiu com mais 23. A estratégia é simples: roubada de bola, transição ofensiva imediata e arremesso antes que a defesa adversária consiga se recompor. A goleada sobre o Atlanta (96 a 64) é ilusória — foi o único confronto em que o Memphis enfrentou um oponente visivelmente frágil. Contra equipes de mesmo nível, os placares foram bem diferentes: 193 pontos somados contra o Chicago (97 a 96), 191 diante do Golden State (106 a 85) e 184 contra o Dallas (88 a 96). Duas das três partidas superaram a linha atual de apostas.
Houston Rockets
O cenário é semelhante para os Rockets. A rotação de armadores com Bruce Thornton e Tristen Newton garante regularmente mais de 40 pontos combinados para a dupla: foram 23 e 20 pontos, respectivamente, na vitória sobre o Brooklyn (100 a 83). O atropelo contra o Philadelphia (90 a 64) puxa a média de pontos total para baixo, mas naquele jogo o adversário acertou apenas 31% dos arremessos de quadra — um desempenho desastroso do Philadelphia, e não necessariamente mérito da intensidade defensiva do Houston. Nas demais partidas, o placar se manteve elevado: 183 contra o Denver (97 a 86), 191 diante do Toronto (89 a 102) e 183 contra o Brooklyn. O ataque está ganhando ritmo: os 100 pontos na última partida representaram a melhor marca do Houston no torneio.
Palpite
Desconsiderando as duas vitórias acachapantes contra rivais mais frágeis, a média de pontos somados nos jogos de Memphis e Houston contra adversários parelhos fica em torno de 187 a 188 pontos, ou seja, exatamente na linha projetada pelas casas. Uma semifinal é justamente esse tipo de confronto: equilibrado, com alta margem de erro, onde os treinadores encurtam a rotação e mantêm em quadra os seus melhores atletas. E as principais peças de ambos os lados são jogadores de vocação ofensiva: Boozer, Coward, Thornton e Newton. Somando a isso as faltas e lances livres nos momentos decisivos de uma partida apertada, além de uma eventual prorrogação (que é considerada na aposta), o cenário pende para o mercado de mais pontos.