Jakub Mensik não consegue retomar sua melhor forma e foi eliminado recentemente na primeira rodada em Roma, enquanto Jan-Lennard Struff tenta reanimar a carreira em meio a uma crise prolongada. O alemão é tradicionalmente perigoso em torneios em casa, no entanto, em Hamburgo, seus números nos últimos anos são decepcionantes.
Jakub Mensik
Mensik atravessa uma fase ambígua na temporada. Em superfícies rápidas, o tcheco ainda é capaz de mostrar um alto nível de jogo. Em Madri, ele superou Damm e Khachanov com autoridade e, na sequência, travou uma batalha equilibrada contra Zverev, conseguindo vencer um set. No entanto, assim que a velocidade da quadra diminui, as lacunas no jogo de Jakub começam a aparecer. Em Roma, ele foi derrotado por Popyrin, embora o australiano nunca tenha sido considerado um especialista no saibro. A principal dificuldade de Mensik agora é a instabilidade em trocas de bola longas e o excesso de erros não forçados com o backhand, especialmente sob pressão.
Jan-Lennard Struff
Struff parece ainda menos confiável no momento. O alemão continua sendo capaz de realizar partidas ofensivas potentes, onde literalmente atropela o adversário com seu primeiro serviço e o forehand. Foi dessa forma que ele venceu Muller e Comesana. No entanto, suas boas exibições alternam-se com colapsos evidentes — derrotas para Michelsen e Alvarez Verona com uma diferença de pelo menos sete games. Jan-Lennard depende excessivamente do aproveitamento do primeiro saque: assim que a porcentagem cai, seu jogo começa a desmoronar. O desempenho contra jogadores do top 50 é particularmente preocupante, com sete derrotas consecutivas.
Palpite
Apesar do status de jogar em casa, Struff tem um histórico muito negativo neste torneio. Nas últimas 10 edições, o alemão venceu apenas duas partidas, mesmo recebendo o apoio das arquibancadas e condições teoricamente favoráveis. Já Mensik, apesar de suas oscilações, demonstra ser um jogador mais sólido para a duração de uma partida completa. O tcheco se movimenta melhor, sente-se mais seguro na defesa e possui maior capacidade para sustentar trocas de bola longas, que são inevitáveis no saibro lento de Hamburgo.
