Irã
A temporada dos iranianos é pesada: três vitórias em 10 jogos e um lugar na parte de baixo da tabela. O dado mais chamativo é outro. Nas duas vezes em que o Irã perdeu por 3 a 0, a pontuação ficou exatamente na faixa que interessa a esta aposta: 62 pontos contra a Bulgária e 72 contra os Estados Unidos. Contra rivais da metade de cima da tabela, o roteiro se repete: Brasil, Bulgária, França, Estados Unidos, Japão e Ucrânia — seis partidas, seis derrotas. E o calendário pesa. O jogo de hoje será o terceiro em três dias: na quarta, derrota para a Ucrânia por 1 a 3; na quinta, um tie-break sofrido contra a Alemanha, por 3 a 2, com cinco sets e 109 pontos somados. Numa sequência assim, a recepção é a primeira a cair, e logo depois vem o ataque.
Eslovênia
A seleção está no grupo dos quatro primeiros: sete vitórias em nove partidas. Nas três últimas temporadas da Liga das Nações, os eslovenos caíram na semifinal, e o elenco atual mantém o nível: Brasil batido por 3 a 0, Alemanha vencida por 3 a 1. A quinta-feira foi de descanso, quase dois dias a mais do que os cinco sets de ontem do Irã. A motivação é clara: uma vitória por 3 a 0 rende a pontuação máxima e fortalece a posição antes da rodada final em Ningbo. No ano passado, o Irã levou os eslovenos ao tie-break, mas aquele grupo chegava mais inteiro, sem uma sequência tão pesada de jogos.
Previsão
Vejo assim: a Eslovênia assume o controle com saque e bloqueio, o Irã consegue se segurar nos pontos finais dos primeiros sets, mas perde força nos ralis longos. Uma vitória sem perder sets deixa os iranianos na faixa de 65 a 75 pontos, com folga em relação à linha. Mesmo sets apertados, fechados em 25 a 23, não mudam a conta: em três sets, quase nunca o derrotado chega a 86 pontos.