Brasil
A temporada dos brasileiros tem sido irregular, mas lógica. Eles passaram invictos pela primeira semana em casa. Na segunda, em Liubliana, decepcionaram com três derrotas consecutivas, incluindo um 1 a 3 para a Ucrânia. Depois, se recuperaram: venceram um confronto dramático de cinco sets contra o Canadá (17 a 15 na parcial decisiva) e bateram a França por 3 a 0 (25 a 23, 25 a 23 e 25 a 19). O saque de Darlan está funcionando novamente e, o mais importante, esta equipe consegue arrancar sets mesmo em dias ruins. Diante da Ucrânia, os brasileiros venceram uma parcial, e contra o Canadá lutaram até a última bola. Sair de quadra sem vencer um único set, na atual fase, não parece provável.
Polônia
São sete vitórias em nove partidas, tudo isso com a tranquilidade de campeão, sem forçar o ritmo. Os poloneses abriram a semana em Chicago com um tranquilo 3 a 0 sobre a Bulgária. No entanto, vale observar como eles enfrentam adversários de nível mais alto: 3 a 2 contra a Bélgica, 3 a 1 diante da Argentina, além de outro jogo de cinco sets na primeira semana e uma derrota por 2 a 3 para a Eslovênia. A qualidade está lá – Semeniuk e seus companheiros definem os momentos decisivos com bloqueio e saque. O detalhe é que isso quase nunca acontece de forma rápida. Os confrontos diretos mostram o mesmo: há um ano, na fase de grupos, o Brasil levou a melhor por 3 a 1, e na semifinal a Polônia respondeu com um categórico 3 a 0.
Prognóstico
A Polônia é mais forte e consistente nos momentos decisivos, por isso deve garantir a vitória nesta partida. No entanto, o Brasil se encontra em um momento no qual dificilmente sairá de quadra sem vencer pelo menos um set: a equipe garantiu parciais mesmo em suas derrotas. Uma vitória da favorita em quatro ou cinco sets é o desfecho mais provável. Este palpite é respaldado por dois fatores: quatro jogos dos poloneses nesta edição foram além de três sets, e o momento atual dos brasileiros assegura resistência, embora não seja suficiente para superar a diferença técnica.