Bruno Ferreira
Ferreira é um dos nocauteadores mais perigosos da divisão dos médios. Ele conquistou praticamente todas as suas vitórias pela via rápida e, desde os primeiros segundos de luta, prefere marchar para a frente em busca de liquidar a fatura com um único golpe preciso. Visualmente, ele se apresenta como um atleta forte e compacto, com físico de fisiculturista, o que se traduz diretamente em seu poder de nocaute.
No entanto, um dos principais problemas do brasileiro continua sendo o gás. Em combates mais longos, seu ritmo cai drasticamente, seus movimentos perdem explosão e seus ataques se tornam previsíveis. Caso o oponente resista à pressão inicial, Ferreira começa a perder eficiência e deixa de ser o perigo constante do início do confronto. Isso o torna vulnerável contra adversários mais disciplinados e com melhor preparo físico, capazes de gerenciar o fôlego ao longo dos rounds. No próximo duelo, Bruno certamente apostará mais uma vez em um início avassalador, tentando definir o resultado nos primeiros assaltos enquanto estiver com o vigor físico em dia.
Palpite para a luta
Ambos os lutadores possuem mãos pesadas e preferem não deixar a decisão nas mãos dos juízes. É importante destacar a categoria de peso: desta vez, os pesos-médios sobem de divisão. Consequentemente, devem se apresentar com mais energia devido a um corte de peso mais brando.
Aliskerov supera o rival visivelmente em técnica, tempo de reação e QI de luta. Ferreira avança constantemente, assume riscos e se expõe a contragolpes, e Ikram sabe muito bem como capitalizar esses erros. Por outro lado, não se pode subestimar o próprio Bruno: seu poder de nocaute permite reverter o cenário da luta com apenas um golpe, mesmo diante de um adversário tecnicamente superior. É por isso que ambos têm chances reais de encerrar o confronto antes do gongo final. Considerando os estilos, o poder de nocaute e o histórico de ambos de buscarem a vitória por via rápida, o desfecho mais provável parece ser o nocaute em um dos dois primeiros assaltos.