Edson Barboza
Edson Barboza chega para a luta após três derrotas consecutivas, para Lerone Murphy, Drakkar Klose e Jalin Turner. Agora, o brasileiro retorna ao peso-leve, categoria em que viveu os melhores anos da carreira. Os principais trunfos do veterano seguem intactos: excelente trabalho na distância, contra-ataques e os lendários chutes baixos, capazes de mudar completamente o rumo da luta. Mas a idade já começa a pesar: Barboza está menos móvel e sente mais um ritmo intenso. Por isso, contra Ribovics, será especialmente importante não entrar em trocas constantes e fazer o argentino se expor aos contra-ataques.
Esteban Ribovics
Ribovics é o oposto do adversário em seu estilo de luta. O argentino prefere avançar o tempo todo, soltar muitos golpes e pressionar ao longo dos três rounds. Antes da derrota para Mateusz Gamrot, ele havia vencido Terrance McKinney, Daniel Zellhuber e Elves Brener, o que significa que já se testou contra adversários de alto nível. Diante de Barboza, a missão de Ribovics é clara: tirar o espaço do veterano, encurralá-lo na grade e não deixá-lo preparar com tranquilidade seus golpes característicos. Ainda assim, o argentino não precisa se arriscar: atividade e pressão constante são suficientes para vencer os rounds.
Palpite
Ambos conhecem muito bem os pontos fortes um do outro, por isso não se deve esperar uma trocação desenfreada desde os primeiros segundos. Para Barboza, é vantajoso lutar na defensiva, pegar Ribovics nos contra-ataques e atacar as pernas. Já o argentino certamente aumentará a pressão gradualmente, fazendo o adversário mais velho gastar energia e lutar em uma posição desconfortável. Ribovics tem boa resistência e é capaz de manter o ritmo nos três rounds, enquanto para Barboza está cada vez mais difícil sustentar alta intensidade. Vejo uma luta bastante equilibrada, em que o argentino levará vantagem nos momentos pela atividade, e o brasileiro responderá com golpes mais precisos e perigosos. Meu palpite é que a luta irá para a decisão dos juízes.