Elina Svitolina enfrenta Tamara Korpatsch na terceira rodada de Roland Garros, e avaliamos a forma atual das jogadoras e a melhor opção de aposta para este confronto.
Elina Svitolina
Ela é a sétima cabeça de chave e uma das jogadoras mais perigosas na parte inferior da chave. Sua temporada no saibro tem sido impressionante: título em Roma, vitórias sobre Iga Swiatek, Elena Rybakina e Coco Gauff, e agora duas rodadas já superadas em Paris. O início aqui foi tenso: na primeira rodada, ela passou por Anna Bondar (3 a 6, 6 a 1, 7 a 6), mas na segunda derrotou calmamente a vinda do qualificatório Kaitlin Quevedo (6 a 0, 6 a 4). Em termos de estilo de jogo, continua sendo o mesmo tênis sólido de linha de base no saibro: profundidade nos golpes, movimentação, paciência em ralis longos e capacidade de forçar erros da adversária.
Estatísticas importantes:
• Cinco quartas de final em Roland Garros na carreira — em 2015, 2017, 2020, 2023 e 2025. Poucas jogadoras em atividade conseguem igualar esse nível de consistência no saibro de Paris.
• Ela vem de uma sequência de oito vitórias seguidas antes de chegar à terceira rodada em Paris.
• Antes da vitória sobre Quevedo, cada uma de suas quatro partidas anteriores havia sido decidida em três sets.
Tamara Korpatsch
Ela vive o melhor momento de sua carreira em torneios do Grand Slam. Em Paris, ela superou a especialista em saibro Sara Sorribes Tormo sem maiores problemas (6 a 4, 6 a 2) e, depois, eliminou em três sets a 32ª cabeça de chave, Xinyu Wang (6 a 2, 2 a 6, 6 a 3). Este não é um resultado isolado: em 2026, ela alcançou a final do Aberto de Ostrava e retornou ao top 100. Em relação ao seu perfil, ela não é uma jogadora puramente defensiva de saibro: gosta de atacar na devolução, bater plano do fundo da quadra e aplicar pressão desde cedo, embora contra Wang sua movimentação, paciência e resiliência para buscar bolas difíceis tenham sido mais importantes.
Estatísticas importantes:
• Antes deste torneio, ela nunca havia passado da segunda rodada em eventos do Grand Slam — alcançar a rodada de 32 representa um marco em sua carreira.
• A vitória sobre Xinyu Wang foi especialmente marcante: antes de Paris, ela havia perdido todos os três confrontos anteriores entre elas.
• Oito de suas últimas dez partidas foram decididas em três sets.
Palpite para Elina Svitolina x Tamara Korpatsch
A opção mais direta nesta partida seria simplesmente apostar na vitória de Svitolina a 1.05. No entanto, o verdadeiro interesse está em outro ponto: este é o primeiro confronto entre elas, e Korpatsch não tem nada a perder; essa liberdade para atacar pode transformar o que parece um jogo tranquilo no papel em um desafio complicado para a favorita.
Svitolina é a grande favorita. Veterana no saibro de Paris, ela venceu Iga Swiatek em Roma nesta primavera europeia e, em Paris, já superou uma estreia dura em três sets contra Anna Bondar antes de vencer confortavelmente Kaitlin Quevedo (6 a 0, 6 a 4). Em termos de defesa, movimentação e consistência, ela é superior à adversária em quase todos os aspectos. Fisicamente, ela também mostrou estar pronta para partidas longas: contra Bondar, buscou uma desvantagem de 1 a 3 no terceiro set e, dois dias depois, lidou muito bem com o ritmo na quadra principal.
No entanto, o desenho da partida pode ser diferente. As jogadoras nunca se enfrentaram, então nenhuma delas pôde se preparar totalmente para o jogo da outra com antecedência, e Korpatsch chega a Paris em sua melhor forma na temporada. Primeiro, ela bateu a persistente especialista em saibro Sara Sorribes Tormo em sets diretos (6 a 4, 6 a 2) e, depois, superou em três sets a 32ª cabeça de chave, Xinyu Wang (6 a 2, 2 a 6, 6 a 3). Ela não possui um jogo de muita variação, mas bate firme do fundo de quadra, ataca na devolução e pressiona bastante no serviço da oponente.
O início de Svitolina em Paris foi oscilante: ela já perdeu um set e deu chances para a adversária voltar ao jogo. No final das contas, sua categoria costuma prevalecer, mas, neste cenário, um set vencido por Korpatsch parece um prognóstico realista, e não apenas otimista.


