Bulgária
A prata no Campeonato Mundial mostra o nível da equipe. No Brasil, os búlgaros já confirmaram sua qualidade: após uma derrota dolorosa para a Bélgica (1 a 3), veio uma vitória contundente sobre o Irã por 3 a 0 (25 a 23, 25 a 18 e 25 a 21). A principal arma é Aleksandar Nikolov. Com 25 pontos contra a Bélgica e 24 contra o Irã, o ponteiro está entre os maiores pontuadores da semana. Ele resolve o ataque mesmo em recepções complicadas, enquanto Martin Atanasov sustenta a linha de frente e alivia a pressão sobre o levantador. Os búlgaros também pressionam no saque: uma sequência de aces quebra a construção de jogo adversária logo no início e facilita o trabalho do bloqueio.
Argentina
A equipe de Horacio Dileo está em fase de transição. O início foi complicado: derrota para a Sérvia (1 a 3), partida em que os argentinos lideravam nos momentos finais, mas oscilaram nos pontos decisivos. O problema é mais profundo do que o placar indica. Agustin Loser, pilar do bloqueio central, só se juntará ao elenco após o fim de semana no Brasil — hoje ele está fora de quadra. Sem ele, a estatura do bloqueio e a regularidade no ataque de transição caem bastante, e a recepção é a primeira a sofrer com os saques potentes. O banco de reservas é mais curto do que o do favorito, o que fica evidente nos fechamentos de cada set.
Prognóstico
A Bulgária leva vantagem no saque e nas jogadas pelas pontas, enquanto a Argentina responde em momentos esporádicos, mas sem Loser não conseguirá sustentar o bloqueio nos momentos decisivos. Há uma semana, em Rosário, os búlgaros já superaram este adversário (3 a 1), com Nikolov anotando cerca de 20 pontos. Hoje, o favorito vive um momento físico melhor e conta com um elenco mais completo. Um ritmo intenso contra uma rotação curta geralmente resulta em uma vantagem considerável no placar, e não em finais de sets equilibrados. Minha escolha vai além da simples vitória: a diferença técnica e os desfalques do rival devem dar à Bulgária uma margem confortável de pontos no resultado final.
