O americano de 39 anos já é considerado há muito tempo um dos lutadores mais vibrantes e imprevisíveis da divisão peso-leve. Green compete no UFC desde 2013 e, desde então, dividiu o octógono com muitos nomes de elite: Poirier, Barboza, Ferguson e até Islam Makhachev. Em 13 anos, seu cartel na organização soma 15 vitórias e 12 derrotas. Recentemente, ele superou com autoridade a jovem promessa Daniel Zellhuber, mostrando que sua velocidade, timing e reflexos continuam em alto nível. Estilisticamente, Bobby é um boxeador técnico: guarda baixa, braços frequentemente relaxados, excelente movimentação de ombros e contra-golpes magníficos. Ele domina o jab, utiliza fintas, alterna as bases e tem um ótimo senso de distância. No próximo combate, Green provavelmente não forçará o ritmo nem se envolverá em trocas francas. Como um lutador com mais resistência, ele preferirá atuar nos contra-ataques, controlando a distância com o jab e a movimentação de pernas, cansando gradualmente o adversário.
Jeremy Stephens
Em seus melhores anos, Stephens figurou no top 10 do peso-pena, mas, após ser nocauteado por José Aldo, sua carreira entrou em declínio: apenas uma vitória em suas últimas 10 lutas de MMA. Buscando novos ares, ele se testou no Bare Knuckle (boxe sem luvas) e conquistou três vitórias. Isso não surpreende, já que Jeremy sempre foi conhecido por seu boxe — socos potentes, combinações eficientes e bom trabalho de pés. Ao longo dos anos no MMA, ele aprimorou bem o seu Muay Thai — entende o tempo certo para o clinch, utiliza cotoveladas na curta distância e castiga o corpo do oponente com joelhadas.
No entanto, sua defesa deixa a desejar: quando o americano atua como agressor, costuma absorver tanto quanto desfere, o que resulta em knockdowns sofridos em quase todas as lutas. O jogo de chão é seu ponto mais fraco. Em 51 lutas profissionais, Stephens não desenvolveu um grappling defensivo sólido, e sua taxa de defesa de quedas é de apenas 65%. Considerando o desgaste e as estatísticas negativas dos últimos anos, é pouco provável que Stephens se lance sobre o adversário de forma imprudente. O mais provável é que tente agir de forma mais tática e pragmática: trabalhando na longa distância com chutes, buscando momentos para golpes isolados e evitando se expor para não ser pego por um contra-ataque preciso de Green.
Palpite
Este será um duelo cauteloso entre dois veteranos. Stephens tentará lutar com segurança, utilizando chutes e golpes potentes isolados para evitar se expor aos contra-ataques. Green, por sua vez, controlará o combate com movimentação constante e jabs, aumentando gradualmente a pressão e desgastando o oponente. É muito provável que Stephens acabe se abrindo ou se canse da movimentação incessante, permitindo que Green aproveite a oportunidade: seja desferindo uma sequência pesada de golpes ou levando Jeremy para o chão para finalizar o combate no solo.