Rublev chega à partida da segunda rodada em Cincinnati muito motivado: no ano passado, alcançou as quartas de final, e a perda de pontos no ranking seria crítica agora. O russo já se recuperou da eliminação precoce em Montreal ao superar Pablo Carreño Busta com autoridade (7 x 6, 6 x 1) e agora enfrentará Nuno Borges, português que ele venceu nos cinco confrontos diretos.
Andrey conquistou seu primeiro título na temporada: a vitória em Bastad lhe deu confiança, embora tenham vindo depois os fracassos em Estoril e Montreal. Ainda assim, o russo tem bom desempenho em quadras duras abertas: 60% de vitórias na atual temporada (12 de 20). A principal arma de Rublev é o forehand devastador e o ritmo fulminante dos ataques, que lhe permitem cravar bolas junto à linha de fundo e punir os adversários por qualquer pequena queda de pressão. Em pisos rápidos, sua potência agressiva compensa os problemas de instabilidade emocional, que costumam aparecer em trocas longas.
O português teve uma estreia difícil em Cincinnati: foram três sets contra Thanasi Kokkinakis (5 x 7, 7 x 6, 7 x 6) e vitória sobre Francisco Cerúndolo (6 x 4, 6 x 4). Em Montreal, ficou a um passo das quartas de final, mas perdeu para Luciano Darderi. A fragilidade de Borges são os jogos contra tenistas do top 20 no piso duro: ele perdeu 18 de 21 partidas na carreira. O português se destaca pela disciplina, pelo backhand de duas mãos confiável e pela capacidade de ler os ataques do adversário, mas lhe falta de forma dramática poder de fogo contra jogadores de elite que batem forte.
O histórico dos confrontos diretos é totalmente favorável a Rublev: cinco vitórias em cinco partidas, e o português não venceu sequer um set no piso duro. Agora, o russo está motivado para defender os pontos no ranking pela campanha até as quartas de final em Cincinnati no ano passado, enquanto Borges, embora esteja em boa forma, tradicionalmente tem dificuldades contra adversários de ponta em pisos rápidos. Espero uma vitória do russo.