O grande público do tênis conheceu Alexandra Eala durante o importante torneio de Miami, em março de 2025. Na época, um dos pilares de seu sucesso repentino foi justamente a vitória sobre Iga Swiatek na semifinal. No entanto, a polonesa já entendeu como derrotar a filipina.
Em um ano e meio de Alexandra Eala no circuito da WTA, ficou claro que as quadras rápidas se adaptam muito melhor ao seu estilo do que o saibro, com a grama se destacando como a sua superfície mais eficiente. Nela, a atleta formada na Academia Rafa Nadal venceu impressionantes 75% das partidas, contra "apenas" 64% no piso duro. Este ano, ela conquistou um torneio menor em Birmingham na grama e chegou às semifinais em Berlim, um torneio de nível intermediário. Já em Wimbledon, ela vem vencendo sets com extrema facilidade (no máximo oito games disputados), embora com um pequeno detalhe: na segunda rodada, ela acabou cedendo uma parcial para Maya Joint (3 a 6).
Iga Swiatek defende o seu primeiro título conquistado em Wimbledon, por isso não se permite relaxar. Assim como Eala, ela perdeu apenas uma parcial nas duas primeiras rodadas, vencendo as demais com bastante autoridade (no máximo nove games). Na fase de 32 avos de final, contra a também ex-número um Karolina Pliskova, ela acertou 77% do primeiro serviço, convertendo 70% deles. A partida não foi extremamente ofensiva: juntas, as tenistas somaram 24 bolas vencedoras (sendo 17 de Iga), mas também não cometeram muitos erros não forçados. O confronto foi marcado por trocas de bola longas.
Alexandra Eala é mais jovem que a polonesa, mas às vezes peca pela falta de agressividade em seus golpes. Iga Swiatek tem totais condições de pressionar a filipina nesses momentos. Apesar disso, a cabeça de chave número 29 do torneio não deve entregar o jogo facilmente: nos dois confrontos diretos anteriores, ela venceu pelo menos 12 games. Por isso, a melhor opção é apostar no mercado de total individual alto da filipina.


