Alemanha
Os alemães viajaram para o Canadá com uma equipe bastante alternativa: sem o levantador Tille, sem Karlitzek, sem o lesionado Maase e sem Grozer, que ficou de fora da lista para esta primeira semana. Mesmo assim, a base da equipe segue lutando bravamente. O time superou o Canadá no tie-break (3 a 2), desgastando-se física e emocionalmente ao longo de cinco sets, e acabou derrotado pela Itália (1 a 3), cedendo o quarto set em uma parcial equilibrada de 31 a 33. Um detalhe marcante dessa partida foram os 33 pontos dados de graça aos adversários em erros próprios. Ambas as partidas da Alemanha terminaram com uma margem estreita de até seis pontos: o time é competitivo, mas carece de consistência nos momentos decisivos.
Estados Unidos
O elenco americano também é experimental — sem Christenson, Russell e Jaeschke. No entanto, o veterano Anderson, de 39 ans, retornou, Shoji segue firme na linha de passe e a rotação da equipe se mostrou profunda o suficiente para passar pela Turquia (3 a 1) com uma vantagem tranquila de sete pontos na soma dos sets — sem fazer esforço extra, jogando um vôlei seguro e eficiente. Na sequência, a equipe teve folga: em 11 de junho, a comissão técnica dos EUA pôde estudar com calma os alemães, enquanto estes travavam um duelo exaustivo de quatro sets contra a Itália. Ter fôlego renovado no meio da semana é uma grande vantagem.
Palpite
A quantidade excessiva de erros que os alemães costumam cometer diante de uma virada de bola sólida como a americana tende a se transformar em vantagens rápidas de quatro a cinco pontos. A Turquia ainda conseguiu arrancar um set deste elenco alternativo dos EUA, mas perdeu na soma geral por sete pontos de diferença — e a Alemanha hoje não se encontra em melhores condições físicas ou com maior poder de decisão.
