Forma e escalação da seleção da Escócia
A Escócia chega para esta partida na terceira posição do grupo e sem margem para erros. O início da competição foi de altos e baixos. Na primeira rodada, a equipe de Steve Clarke venceu o Haiti por 1 a 0, com o gol da vitória marcado por John McGinn aos 28 minutos — o primeiro triunfo escocês em Copas do Mundo desde 1990. Na segunda rodada, porém, tudo desmoronou em apenas 71 segundos: Ismael Saibari abriu o placar, e o Marrocos garantiu a vitória por 1 a 0. A Escócia melhorou após o intervalo, mas não conseguiu furar a defesa adversária. Agora, a equipe segue na disputa por uma vaga no mata-mata, mas o jogo contra o Brasil exigirá uma atuação perfeita.
A Escócia joga com foco na defesa, combate físico e jogadas de bola parada. Seus pontos fortes são o bloco defensivo compacto, a imposição física e as infiltrações de Scott McTominay e John McGinn vindos de trás. O ponto fraco é o ataque posicional: contra o Marrocos, as chances criadas com bola rolando foram escassas. Andy Robertson e Nathan Patterson dão amplitude ao time, mas quando sobem muito, deixam espaços nas costas. Contra a velocidade do Brasil, esse é o principal risco. Fisicamente, o confronto também será desgastante: após um jogo tenso em Boston, a equipe precisa se recuperar rapidamente para correr atrás da bola por longos períodos.
Números importantes:
Nos últimos cinco jogos, os escoceses marcaram nove gols e sofreram três, mas a aposta em mais de 2,5 gols se confirmou em apenas duas ocasiões.
Em quatro confrontos diretos na história das Copas do Mundo, a Escócia nunca venceu o Brasil: foram um empate e três derrotas.
Em quatro das últimas cinco partidas da Escócia, o mercado "Ambos marcam — Não" foi o vencedor.
Provável escalação (3-5-2): Angus Gunn — Jack Hendry, Grant Hanley, Kieran Tierney — Nathan Patterson, Ryan Christie, Lewis Ferguson, John McGinn, Andy Robertson — Scott McTominay, Che Adams
Desfalques: Kieran Tierney (dúvida, deixou o campo contra o Marrocos devido a cãibras)
Forma e escalação da seleção do Brasil
O Brasil lidera o grupo de forma invicta. O empate na estreia contra o Marrocos (1 a 1) foi seguido por uma vitória tranquila sobre o Haiti por 3 a 0, com dois gols de Matheus Cunha e mais um de Vinícius Júnior no fim do primeiro tempo. A equipe comandada por Carlo Ancelotti jogou com autoridade, não sofreu gols e assumiu a liderança graças ao saldo de gols. No entanto, não há espaço para relaxar na última rodada: como o Marrocos enfrenta o Haiti no mesmo horário, é crucial para o Brasil não apenas garantir os três pontos, mas também evitar que o rival o supere no saldo.
O Brasil costuma atuar no esquema 4-3-3, valorizando a posse de bola combinada com transições verticais rápidas. Vinícius Júnior continua sendo a principal ameaça pelo lado esquerdo, Matheus Cunha se movimenta muito bem entre as linhas, Casemiro e Bruno Guimarães controlam o meio-campo, enquanto Lucas Paquetá qualifica o passe no último terço. A principal arma brasileira é a transição ofensiva após recuperar a posse. Se a Escócia começar a se expor, o Brasil encontrará os espaços ideais para a velocidade de Vinícius Júnior e Matheus Cunha. A principal preocupação é a situação de Raphinha, que sofreu uma lesão contra o Haiti e tem sua participação no jogo e no restante do torneio sob dúvida. Neymar está próximo do retorno, mas, após o período de inatividade, é mais lógico esperá-lo como opção no banco de reservas do que como titular.
Números importantes:
Em caso de igualdade de pontos com o Marrocos, o primeiro lugar pode ser decidido pelo saldo de gols, o que torna o resultado da partida paralela fundamental.
Nos últimos cinco jogos, o Brasil marcou 13 gols, e a aposta em mais de 2,5 gols se confirmou em quatro deles.
Em seis das últimas partidas da Seleção Brasileira, ambas as equipes balançaram as redes.
Provável escalação (4-3-3): Alisson — Danilo, Marquinhos, Gabriel, Douglas Santos — Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá — Rayan, Vinícius Júnior, Matheus Cunha.
Desfalques: Raphinha e Neymar (dúvidas)
Quem será o árbitro da partida
César Ramos (México)
Partidas – 8 (Jogos internacionais, 2025 - 2026);
Cartões amarelos por jogo (incluindo segundos amarelos) – 2,4;
Faltas por jogo – 24;
Jogos com cartão vermelho – 3 em 8;
Jogos com pênalti – 3 em 8.