Aposta para o jogo
O Bodø/Glimt chega ao jogo no auge da temporada. Na Eliteserien, os noruegueses lideram: 17 rodadas, 13 vitórias e saldo de gols de 43 a 12. O NEC disputou apenas duas partidas do novo campeonato — derrota em casa para o Telstar (1 a 2) e goleada sobre o Willem II (4 a 1). A diferença de ritmo de jogo é evidente.
Na primavera passada, o time de Kjetil Knutsen eliminou a Inter da Liga dos Campeões. A vitória por 2 a 1 no San Siro e o placar agregado de 5 a 2 não foram um acaso, mas um indicativo de como os noruegueses atuam fora de casa contra adversários de nível superior. Na terceira fase desta eliminatória, arrancaram um 3 a 3 em Bruxelas e eliminaram o Union em casa.
A defesa é o principal argumento a favor dos visitantes. O Bodø/Glimt sofre em média 0,71 gol por partida, contra 1,56 do NEC. O esquema de Dick Schreuder, com três zagueiros e linha alta, proporciona uma pressão forte, mas deixa espaços às costas da defesa. Jens Petter Hauge e Ole Didrik Blomberg são feitos justamente para explorar essas zonas.
No verão, o Nijmegen perdeu sua espinha dorsal. Bashar Önal foi para o Lille por 12,5 milhões de euros, Kodai Sano para o PSV, e o clube liberou Dirk Proper e Jasper Cillessen. Em contrapartida, contratou agentes livres: Dušan Tadić, Perr Schuurs e Emre Mor. Há experiência, mas não entrosamento.
A eliminação do Olympiacos soa expressiva, mas foi sofrida. Em casa, o NEC arrancou a vitória apenas na prorrogação e somente depois da expulsão de um jogador grego aos 80 minutos. Antes disso, foram dois tempos sem gols no Pireu. É assim que joga um time que resiste, em vez de impor seu ritmo.
Os noruegueses chegam em melhor ritmo, com uma defesa mais confiável e experiência concreta em campanhas europeias na primavera. Fico com os visitantes.