Os dois chegaram até aqui após uma verdadeira maratona e deram tudo de si. Griekspoor eliminou Alexander Zverev do torneio e venceu duas partidas seguidas em três sets; o espanhol disputa pela primeira vez na carreira a chave principal de um Masters 1000 e já eliminou Ugo Humbert e Alex Michelsen. Eles jamais se enfrentaram.
Griekspoor disputou três partidas em Montreal, e nenhuma ficou abaixo do total de 22,5 jogos. Foram 25 jogos contra Lorenzo Sonego, 31 contra Zverev e 28 diante de Matteo Arnaldi. Até a única vitória em dois sets foi apertada: (7 x 6, 7 x 5). Duas parciais não bastam para o holandês resolver a partida.
O motivo está no desequilíbrio de seu jogo. O saque funciona: 17 aces no torneio e 77% dos pontos vencidos com o primeiro serviço. Mas, na devolução e nos pontos importantes, ele deixa a desejar: 11 quebras em 24 oportunidades e apenas dois break points salvos em oito. Esse padrão leva a sets de 7 x 5 e 6 x 4, e não de 6 x 2.
Merida chega por outro caminho, mas ao mesmo resultado. O espanhol foi formado no saibro, onde soma nesta temporada 22 vitórias e nove derrotas, e não mudou seu estilo: prolonga os pontos e força o adversário a jogar uma bola a mais. Daí vêm os 68% de break points defendidos e os intermináveis iguais em seus games de serviço.
Suas partidas na chave principal tiveram 29 jogos contra Liam Draxl e 30 diante de Alex Michelsen. A vitória rápida sobre Ugo Humbert, em 18 jogos, distorce o quadro, mas o francês desmoronou no próprio saque. Não se pode basear nessa placar.
Agora, o principal. Os adversários se veem pela primeira vez e não há qualquer confronto direto. Jogadores equilibrados, sem experiência prévia um contra o outro, quase nunca resolvem a partida rapidamente: há uma longa fase de adaptação, troca de quebras e terceiro set.
Três sets são o cenário básico aqui. Mas até uma partida em dois sets tende a passar por um 7 x 5 ou um tie-break, o que já representa 24-25 jogos. O total de 22,5 jogos está baixo para este confronto.