O São Paulo, líder do grupo, o fator campo e um Boston River já sem chances de classificação parecem o cenário ideal para uma goleada. No entanto, reside aí o paradoxo: os brasileiros não precisam dar espetáculo, mas sim fazer um trabalho sério para garantir a primeira colocação e a vaga direta no mata-mata. A equipe já somou nove pontos em cinco rodadas, mas tem apenas um ponto de vantagem sobre o Millonarios, de modo que não vale a pena correr riscos desnecessários apenas para construir um placar elástico.
São Paulo
Na Copa Sul-Americana, o São Paulo se comporta como uma equipe madura. Não é um time alegre ou desenfreado, mas sim sério e consistente. Suas duas vitórias, três empates e um saldo de gols de 4 a 1 mostram controle, sem a necessidade de buscar placares espetaculares. O time mantém cerca de 61% de posse de bola, concede pouquíssimas chances claras aos adversários e sofre apenas 0,2 gol por partida. O primeiro confronto diante do Boston River foi exatamente assim: vitória simples por 1 a 0, 71% de posse e apenas uma finalização no alvo por parte dos uruguaios.
Boston River
O Boston River já entra em campo apenas para cumprir tabela na fase de grupos. Com três pontos, a lanterna da chave e 10 gols sofridos, o desempenho reflete com justiça o nível técnico do clube nesta edição do torneio. No entanto, isso não significa que os visitantes vão desmoronar em meia hora. Pelo contrário, sem pressão na tabela de classificação, fica mais fácil para a equipe se fechar na defesa, ditar um ritmo mais lento e evitar que a partida se transforme em goleada. No setor ofensivo, os uruguaios apresentam poucos argumentos: média de 0,5 gols esperados (xG) e 7,6 finalizações por jogo. Com números modestos assim, é difícil pressionar o favorito em seus domínios.
Palpite São Paulo x Boston River
Tudo aponta para um cenário muito parecido com o do jogo de ida: domínio territorial dos brasileiros, poucas concessões na defesa e um placar magro. O Boston River deve se preocupar mais em se defender do que em atacar, e suas estatísticas ofensivas não sugerem muitas oportunidades de gol. Diante deste contexto, a combinação de vitória dos mandantes e menos de 3,5 gols no total se encaixa perfeitamente com o desempenho recente de ambas as equipes na Copa Sul-Americana.


