Seattle Storm
A equipe não pontua o bastante, e isso é o principal. Em eficiência ofensiva, o Seattle Storm aparece em 13º lugar na liga. O número não é por acaso: em julho, houve uma partida com apenas 34% de aproveitamento nos arremessos de quadra e derrota para Portland por 77 a 72. Nos últimos dez jogos, foram só duas vitórias. A defesa vinha sustentando o time melhor do que o ataque: as adversárias acertam apenas 30,3% nas bolas de três pontos, melhor marca da WNBA. Só que esse sistema defensivo acabou de perder Ezi Magbegor, com fratura no osso facial e prazo de retorno indefinido. Perto da cesta, resta Dominique Malonga: talento enorme, experiência ainda curta. Pode entregar 37 pontos em uma noite, mas também pode desaparecer durante um tempo inteiro.
Indiana Fever
São 95,5 pontos por jogo, a melhor média da liga. O aproveitamento do perímetro é de 38,1%, segundo melhor índice da WNBA. O ataque não depende de uma só jogadora, e é aí que mora sua força. Kelsey Mitchell anota 22,6 pontos por partida e vem de oito jogos seguidos passando dos 20. Caitlin Clark acrescenta 19,7 pontos e 7,7 assistências, enquanto Aliyah Boston contribui com 17,2 pontos e 8,7 rebotes. Não dá para conter três estrelas com uma rotação curta. A fase confirma isso: sete vitórias nos últimos dez jogos e, em 22 de julho, o Indiana atropelou o Connecticut Sun por 123 a 88.
Palpite
O Seattle Storm cobriu a linha em sete dos últimos dez jogos: como azarão, costuma se agarrar à partida quando o favorito relaxa depois de abrir vantagem. Mas o confronto de julho é uma referência ruim. O Storm marcou 107 pontos mesmo tendo o 13º ataque da liga. Foi um lampejo, não um padrão. Repetir isso sem Magbegor, contra uma adversária que já estudou seu volume de arremessos, parece muito difícil.
O Indiana Fever marca 95,5 pontos em média, enquanto o Seattle sofre 87 e produz bem menos no ataque. A diferença esperada fica na faixa de 10 a 12 pontos. O -8,5 entra nesse intervalo.