Las Vegas Aces
Campanha de 18-8 e terceiro lugar na classificação. Em casa, o time é forte: marca 89,9 pontos por partida e sofre 85,9. Vale prestar atenção no segundo número. A defesa das Aces é mediana, a oitava da liga, e normalmente é ela que empurra os totais para cima. Mas há um detalhe que a casa de apostas parece subestimar. Quando Las Vegas abre uma vantagem confortável, Becky Hammon tira Aja Wilson e Chelsea Gray cedo de quadra. O banco não acelera o jogo; pelo contrário, conduz as posses até o fim com tranquilidade. Foi exatamente assim no confronto direto de 9 de julho: vitória por 88 a 80 e apenas 168 pontos somados pelas duas equipes.
Portland Fire
O Fire tem campanha de 11-16, ocupa a nona posição e faz uma temporada aceitável para uma equipe em seu primeiro ano. São 85,3 pontos marcados e 90,6 sofridos, com diferença negativa de cinco pontos e meio por jogo. O ataque passa por Carla Leite e Bridget Carleton, mas nasce de posses longas no jogo posicional, não de transições rápidas. Fora de casa, contra uma adversária de ponta, essa tendência fica ainda mais forte: menos risco, mais passes antes do arremesso e um placar final mais baixo. A defesa de Portland é a 13ª da liga, por isso a equipe reduz o ritmo de propósito — é a única forma que encontra para manter o jogo competitivo.
Palpite
A média de total nas partidas de Portland na temporada é de 175,9 pontos. A das Aces é de 175,8. Os dois números já estão abaixo da linha, e o ritmo lento das visitantes pesa ainda mais para baixo. Há um risco: uma troca de bolas de três pontos. Só que, em casa, Las Vegas costuma pressionar mais por dentro com Wilson do que viver do perímetro. Isso significa posses mais longas e faltas, não pontos rápidos.