O Grupo D da Copa Sul-Americana se transformou nesta temporada em uma disputa muito equilibrada, e os quatro clubes chegam à última rodada com chances de avançar, embora cada um com um caminho diferente rumo aos playoffs. Para o Santos, apenas a vitória interessa: caso contrário, estará eliminado, além do fato de que ainda não venceu nenhuma partida neste grupo. Para o Deportivo Cuenca, praticamente qualquer resultado serve: até mesmo uma derrota por um gol de diferença, caso ocorram os resultados necessários no outro jogo, o classificaria diretamente para as oitavas de final.
Santos
O Santos não venceu nenhuma de suas cinco partidas: quatro empates e uma derrota por 1 a 0 na primeira rodada justamente contra a própria equipe equatoriana, com um gol contra de Brazão aos 60 minutos. No Brasileirão, a equipe vem de uma derrota para o Grêmio por 3 a 2, com os dois gols marcados por Gabigol, que atravessa seu melhor momento no ano. Porém, os números do grupo são implacáveis: cinco gols a favor e seis contra em cinco rodadas. O ataque não engrena e a defesa sofre. Hoje, os mandantes são obrigados a se lançar ao ataque com muitos jogadores, e esse é o cenário ideal para um adversário que sabe explorar os contra-ataques.
Deportivo Cuenca
O Deportivo Cuenca chega a São Paulo em um momento de forma que não vivia há muito tempo. Venceu duas de suas últimas quatro partidas, ambas fora de casa na LigaPro, contra Guayaquil City e Libertad (Equador). No grupo, a equipe visitante apresenta uma das melhores defesas: apenas quatro gols sofridos em cinco rodadas. Fora de casa nesta Copa Sul-Americana, o time ainda não marcou —dois empates sem gols contra Deportivo Recoleta e San Lorenzo de Almagro—, mas também concede muito pouco. No aspecto psicológico, o cenário é mais confortável para a equipe: não sente a ameaça imediata da eliminação, a motivação é serena e a estratégia de jogo está traçada para um confronto fechado.
Palpite para Santos x Deportivo Cuenca
O roteiro da partida parece bastante claro. O Santos é obrigado a atacar com muitos jogadores, e cada aceleração pode se transformar em uma brecha para os contra-ataques dos visitantes. O time da casa nesta Copa Sul-Americana marca pouco mais de um gol por partida, enquanto a defesa da equipe equatoriana é a melhor do grupo. Mesmo que os mandantes consigam se impor graças ao talento de Neymar e de seu atacante, é pouco provável que a diferença supere um gol. O handicap (+1) a favor dos visitantes cobre o empate, uma derrota pela diferença mínima e é vitorioso com qualquer triunfo da equipe visitante; o primeiro confronto já mostrou que o time é capaz disso.


