Prognóstico para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
Faz tempo que a Seleção não é apontada como favorita em uma Copa do Mundo. A última vez que o Brasil foi tratado como candidato real ao título foi na Alemanha, em 2006, e na África do Sul, em 2010. De lá pra cá, o elenco se renovou por completo — e agora vivemos o que pode ser o capítulo final da era Neymar: o craque provavelmente disputa seu último Mundial com a camisa amarela.
E, na real, é justamente a presença de Neymar que gera o maior burburinho em torno da convocação. O atacante do Santos entrou na lista final de Ancelotti, tirando a vaga de João Pedro, do Chelsea. O curioso é que o camisa 10, aos 34 anos, não disputou um minuto sequer nos amistosos preparatórios — sofreu uma lesão de grau 2 na panturrilha, e sua última partida foi em meados de maio, pelo Santos, no Brasileirão.
Nos amistosos contra Panamá (6 a 2) e Egito (2 a 1), o Brasil mostrou poder de fogo: foram mais de 5 xG somados nos dois jogos. Por outro lado, no duelo contra os egípcios a Seleção perdeu o titular da lateral direita, Wesley, da Roma, que foi cortado do Mundial com uma lesão no adutor da coxa esquerda. Quem assume a posição é o veterano Danilo — o que vai pesar na velocidade da defesa. O Brasil vai ter que arriscar menos.
Ancelotti precisa apostar no ataque — e tem com quem: Vinicius Jr., Raphinha, Igor Thiago, Endrick, Cunha e o próprio Neymar são jogadores capazes de decidir qualquer partida. Em 2022, o começo foi carnaval puro: vitórias convincentes sobre a Sérvia (2 a 0) e a Suíça (1 a 0), com aquele golaço de bicicleta do Richarlison que ficou gravado na memória. No mata-mata, a goleada sobre a Coreia do Sul (4 a 1) foi um show à parte, mas tudo desmoronou diante da Croácia organizada — 0 a 0 no tempo regulamentar, 1 a 1 na prorrogação e derrota nos pênaltis por 4 a 2. A defesa croata travou o ataque brasileiro por completo.
Por isso, a estreia na Copa de 2026 já pode ser decisiva. O Brasil corre o risco de tropeçar logo de cara contra o Marrocos — que surpreendeu o mundo ao chegar às semifinais no Catar, terminando em quarto lugar. As duas seleções estão no top 10 do ranking da FIFA, então o ataque de Ancelotti terá um teste de fogo logo no primeiro jogo.
Haiti e Escócia oferecem menos perigo — o Brasil, em tese, deve garantir a liderança do grupo sem grandes sustos. No mata-mata, porém, os problemas podem começar já nas oitavas de final, onde a Alemanha aparece como possível adversária na parte de cima da chave. Difícil cravar qualquer coisa, mas o novo formato do torneio, com 48 seleções, dificilmente vai favorecer os brasileiros. No Catar, as quartas de final foram o teto da equipe de Tite — e Ancelotti dificilmente vai além, embora o caminho até lá possa reservar adversários mais acessíveis.
