Palpite da redação do Legalbet: aposta no vencedor do Inglaterra da Copa de 2026.
A Inglaterra chega à Copa de 2026 como a terceira força entre as favoritas ao título (odd 7.50), atrás apenas de Espanha e França nas cotações das casas de apostas. O modelo preditivo da Opta dá 11,2% de chance de conquista para a equipe de Thomas Tuchel, com 47,7% de probabilidade de avançar às quartas de final e 19% de alcançar a decisão.
Nas Eliminatórias, os ingleses fizeram campanha impecável: oito jogos, oito vitórias, 22 gols marcados e nenhum sofrido. Só que atropelar Sérvia, Albânia, Letônia e Andorra não conta muito na hora da verdade. Nos amistosos sob o comando de Tuchel, ficou evidente a dificuldade de converter o domínio em gols — contra o Uruguai (1 a 1), a Nova Zelândia (vitória magra por 1 a 0) e o Japão (derrota por 1 a 0), a seleção produziu bastante, mas desperdiçou demais.
A linha tática da Inglaterra neste Mundial será o pragmatismo rígido de Tuchel, com foco total no equilíbrio tático — e o treinador alemão bancou decisões impopulares para chegar nisso. Cortou Harry Maguire e Luke Shaw da defesa e também deixou de fora Trent Alexander-Arnold, Phil Foden e Cole Palmer, que tiveram rendimento abaixo do esperado na temporada de clubes.
Em vez de escalar nomes midiáticos, Tuchel montou um meio-campo móvel e disciplinado, liderado por Declan Rice e pelo estreante Elliot Anderson, do Nottingham Forest — líder da Premier League em distância percorrida e recuperações de bola entre jogadores de linha. Na lateral direita, a aposta recai sobre Reece James, campeão da Champions de 2021 pelo Chelsea, e Djed Spence, do Tottenham.
O poder ofensivo da seleção gira em torno da fase absurda de Harry Kane, que conquistou a Bundesliga e a Copa da Alemanha pelo Bayern na temporada mais artilheira da carreira: 61 gols e sete assistências em todas as competições. No setor ofensivo, ao lado do capitão, estarão Bukayo Saka — campeão inglês e finalista da Champions pelo Arsenal — e Jude Bellingham, do Real Madrid, ambos chegando em alta. Um trunfo claro para a Inglaterra é a chave favorável no Grupo L (Croácia, Gana e Panamá): garantindo o primeiro lugar, como se espera, o time evita qualquer potência até as quartas de final.
O grande obstáculo no caminho do título continua sendo a falta de mentalidade vencedora em torneios de seleções — duas finais de Eurocopa perdidas seguidas pesam — e o histórico de fragilidade no mata-mata. A tendência é que a Inglaterra passe pela Croácia no grupo e avance sem maiores dificuldades nas duas primeiras fases eliminatórias. Porém, nas quartas, onde a chave provavelmente reserva um confronto contra o Brasil ou a Alemanha — seleções taticamente mais versáteis —, a ausência de Palmer e Foden pode cobrar seu preço, e o déficit de criatividade que Tuchel aceitou conscientemente se tornará o fator crítico.
