Palpite para a Espanha na Copa do Mundo de 2026.
Pois é: nas duas últimas Copas do Mundo, a Espanha perdeu apenas um jogo — e ainda assim na fase de grupos —, mas não conseguiu chegar nem às semifinais em nenhuma delas.
E a pergunta faz sentido, já que a Espanha é, por pouco, a principal candidata ao título, correndo meio corpo à frente da França. A Euro 2024, conquistada com autoridade, claramente pesou nessa avaliação.
Só que a Copa do Mundo tem um ingrediente imprevisível: as disputas de pênaltis. E nesse quesito, a Espanha não se deu bem — perdeu quatro das cinco séries que disputou em Copas. Foi assim que caiu de forma surpreendente para a anfitriã Coreia do Sul em 2002 (nas quartas) e para a também anfitriã Rússia em 2018 (nas oitavas). No Catar, a história se repetiu: a Fúria foi eliminada pelo Marrocos — que terminaria em quarto lugar — logo na primeira fase do mata-mata.
Por isso, apostar até mesmo na presença da Espanha na final é arriscado. A seleção só chegou à decisão uma única vez, justamente naquele título de 2010 na África do Sul. Então eu reduziria as expectativas para as quartas de final. A odd para a classificação a essa fase ainda está em torno de 1.70 — um valor razoável, e abaixo do que se paga pela eliminação antes disso. E olha que isso já é um cenário otimista: tirando a Copa de 2010, os espanhóis não alcançam as quartas desde 2002.
É claro que a seleção de Luis de la Fuente conta com o melhor jogador sub-20 do planeta, Lamine Yamal. Há ainda outros dois jovens prodígios um pouco mais velhos — Gavi (21) e Pedri (23). Mas em 2010, Iniesta tinha 26 anos e Xavi, 30. Sim, existe também Rodri, melhor do mundo em 2024 — mas desde a conquista da Bola de Ouro, o volante vem sofrendo com o corpo. Para não arriscar demais, o mais seguro é projetar a Espanha até as quartas — e parar por aí.
