Forma de Naomi Osaka
Naomi Osaka não perdeu um único set nas quadras do All England Club, gastando exatamente cinco horas em sua caminhada até as quartas de final. E não se pode dizer que o caminho foi fácil — pelo menos a partir da terceira rodada, onde enfrentou a ex-top 8 do mundo Daria Kasatkina e a principal jogadora das últimas temporadas, Aryna Sabalenka. As casas de apostas ofereciam odds de pelo menos 2.60 para a vitória da japonesa contra a bielorrussa, mas Osaka não permitiu que a adversária conseguisse uma única quebra de serviço, cedendo apenas duas oportunidades de break point. Ela registrou impressionantes 87% de aproveitamento de pontos vencidos com o primeiro saque.
Números importantes de Naomi Osaka
• Em Wimbledon 2026, Osaka venceu pelo menos 76% dos pontos com seu primeiro serviço.
• Considerando as partidas concluídas, a japonesa não perdeu nenhum set em seus últimos 8 jogos na temporada, todos disputados na grama.
• Nesta edição de Wimbledon, ela já venceu mais partidas (4) do que em suas três participações anteriores somadas (3).
Forma de Karolina Muchova
Karolina Muchova não apenas venceu quatro partidas em Wimbledon, mas também ampliou sua sequência invicta para oito jogos, vindo de uma conquista de título em Bad Homburg. Ao contrário de Osaka, a tcheca não é estreante nas quartas de final de Wimbledon, embora esta seja a primeira vez em cinco anos que ela supera a rodada de abertura do torneio. Seu caminho na chave foi relativamente tranquilo: apenas na quarta rodada enfrentou Barbora Krejcikova, campeã de Wimbledon em 2024, mas sua compatriota passou metade da atual temporada se recuperando de lesões e sem ritmo de jogo.
Números importantes de Karolina Muchova
• Em 2 de seus 4 confrontos neste Grand Slam, o aproveitamento de primeiro serviço de Muchova ficou abaixo de 60%.
• Esta é a terceira vez que ela alcança as quartas de final de Wimbledon em sua carreira.
• A tcheca venceu apenas 36,6% dos pontos no saque das adversárias nesta temporada.
Aposta para o jogo
A rodada anterior não foi fácil para nenhuma das duas tenistas: Osaka precisou passar pela número um do mundo, Aryna Sabalenka, enquanto Muchova ficou em quadra por 2 horas e 45 minutos. Isso certamente influenciará o desgaste físico de ambas, mas, ao mesmo tempo, trará um impacto positivo na confiança para o duelo.
Naomi Osaka tem se destacado em deslocar as adversárias de um canto a outro da quadra. Isso se deve principalmente ao seu excelente saque, que sustenta um alto índice de pontos vencidos com o serviço em Wimbledon (81%) e na temporada (70,5%). Conseguir uma chance de quebra contra ela tem sido quase impossível: nas três rodadas anteriores, as oponentes tiveram apenas três break points no total, convertendo apenas um (Kasatkina). Osaka frequentemente consegue colocar a bola tão angulada no lado esquerdo da adversária após algumas trocas de golpes que se torna praticamente impossível alcançá-la.
Karolina Muchova conseguiu conter a japonesa na final de Bad Homburg, mas, como ficou claro depois, Naomi Osaka não estava atuando no limite de suas condições físicas — talvez não estivesse sequer com metade do seu potencial. De qualquer forma, a tcheca consegue alcançar até golpes profundos perto da linha de fundo e nas extremidades da quadra. Contudo, ela pode encontrar dificuldades em seu próprio segundo saque, ponto em que vence menos da metade dos pontos na temporada (48,9%). Os dados de Wimbledon (60,26%) mostram uma melhora, mas isso se deve em grande parte ao jogo atípico contra Anastasia Zakharova, no qual Karolina venceu 80% dos pontos com o segundo serviço.
Caso a japonesa não sinta novos problemas físicos, pará-la no momento atual parece uma tarefa quase impossível. O favoritismo e o excelente momento de Osaka se somam ao desgaste físico da tcheca na partida anterior, que acabou se estendendo por culpa própria, já que ela liderava o segundo set por 5 a 2. Como a odd é atraente o suficiente para não precisarmos recorrer a handicaps, vamos optar pela vitória simples de Naomi Osaka.


