Karol Rosa
Karol prefere tomar a iniciativa e mantém constantemente um ritmo elevado: desfere muitos golpes, trabalha ativamente em diferentes níveis e não permite que as adversárias atuem de forma confortável na distância. Graças a essa pressão constante, a brasileira garante os rounds por pontos.
O principal trunfo de Karol continua sendo a experiência. Nos últimos anos, ela lutou a distância completa contra Irene Aldana, Yana Santos, Ailin Perez e outras representantes do ranking. No próximo confronto, Rosa certamente tentará impor um ritmo forte na trocação e obrigar sua adversária mais jovem a atuar em um ritmo incomum para ela.
Luana Santos
Aos 26 anos, Santos é considerada uma das promessas mais empolgantes da divisão. A brasileira ostenta um cartel de 10-2, ocupa uma posição no top 10 do ranking e chega para este combate embalada por uma sequência de duas vitórias consecutivas. Metade de seus triunfos foi por finalização, o que destaca seu ponto forte: o grappling.
Santos tem um excelente senso de equilíbrio no clinch, aplica quedas características com segurança e conquista posições dominantes no solo com rapidez. Diferente de muitas jovens promessas, Luana não força as ações e trabalha com bastante paciência para melhorar suas posições antes de tentar uma finalização.
No próximo confronto, Luana certamente buscará oportunidades para encurtar a distância, trabalhar no clinch e levar a luta para o chão. O principal problema continua sendo seu condicionamento físico — devido a limitações em seu gás, Santos acabou sofrendo uma derrota para Casey O'Neill.
Rosa x Santos: palpite para a luta
Apesar da sólida experiência de Rosa e de seu desejo de impor um ritmo forte, a preferência neste confronto deve ser dada a Luana Santos. A jovem brasileira parece ser uma lutadora mais versátil e possui um conjunto de habilidades capaz de neutralizar os pontos fortes de sua adversária.
O fator determinante pode ser a vantagem de Santos na luta agarrada. Rosa se defende bem de quedas, mas o nível de controle e a experiência de Luana no solo são muito superiores. Seu judô e o trabalho no clinch têm capacidade de quebrar o ritmo de Karol, impedindo-a de conduzir o combate da maneira que está acostumada.
Além disso, Santos apresenta uma evolução visível na trocação. Se conseguir conectar contragolpes ao menos de forma esporádica, a vantagem no grappling será o argumento decisivo para os juízes. Rosa certamente oferecerá uma resistência dura e fará uma luta competitiva, mas Santos surge como uma atleta mais completa e capaz de garantir os momentos cruciais em cada round.