Lehecka vem fazendo uma campanha ainda mais sólida. O tcheco cedeu apenas um set aos adversários até aqui: Alexei Popyrin, Alex Molcan e Jaume Munar, um após o outro, sofreram para responder ao seu forte primeiro serviço e ao seu tênis agressivo desde a primeira bola. Lehecka vive a melhor temporada da carreira: foi finalista do Masters de Miami, soma 23 vitórias e ocupa a 12ª posição do ranking. Zverev ainda não enfrentou um adversário deste nível neste torneio.
Agora, um pouco de matemática. Três sets garantem no máximo 39 games, mesmo com três tie-breaks, o que significa que a linha de mais de 39,5 games exige uma quarta parcial. Para vencer em apenas três sets, Zverev precisaria quebrar o saque do adversário com frequência, algo que nem a sua devolução nem o grande momento do tcheco sugerem que vá acontecer com facilidade. O histórico de confrontos diretos também aponta para um duelo equilibrado: o placar está empatado em 1 a 1, com o último confronto em Dubai 2023 se estendendo por três sets (4 a 6, 6 a 3, 6 a 4).
Há também o fator Wimbledon. Zverev nunca passou das oitavas de final por aqui: Milos Raonic, Felix Auger-Aliassime e Taylor Fritz o eliminaram justamente nessa fase, sempre em confrontos de cinco sets. Lehecka tem um estilo de jogo bem parecido com o desses rivais. Mesmo em caso de vitória do alemão, uma partida rápida parece improvável: um cenário de quatro sets com tie-breaks é bastante provável, superando com folga a linha de games projetada.


