A italiana busca sua primeira quarta de final em torneios do Grand Slam em dois anos, mas, do outro lado, está a maior sensação do torneio, e o status de favorita neste confronto não pertence a ela.
Eala é uma adversária extremamente desconfortável para Paolini. Canhota, com uma devolução agressiva e batendo na bola na subida, a filipina tira da italiana o principal: tempo para armar seus ataques. Em fevereiro, em Dubai, essa estratégia já funcionou (6 a 1 e 7 a 6): Eala pressionou o serviço de Paolini logo no início e conquistou a terceira vitória sobre uma jogadora do Top 10 na carreira.
Seu lado psicológico também está em dia. Eala buscou uma desvantagem no tie-break contra Iga Swiatek na terceira rodada (11 a 9) e fechou a partida em sets diretos (7 a 6 e 6 a 2), eliminando a atual campeã do torneio. Em Dubai, contra Paolini, ela precisou de cinco match points para fechar o jogo. Nos pontos decisivos, a tenista de 21 anos não se abala — e isso é o mais importante para esta aposta.
Contudo, não se pode dar Paolini como derrotada em sets diretos. Finalista de Wimbledon em 2024, sua velocidade e jogo de fundo de quadra funcionam na grama melhor do que em qualquer outro piso. Além disso, ela já mostrou poder de reação: após levar um pneu (0 a 6) no set de abertura da primeira rodada, a italiana virou o jogo contra Robin Montgomery e venceu Maria Sakkari com autoridade (6 a 1 e 6 a 2). Paolini deve conseguir vencer pelo menos um set em quase qualquer cenário.
Daí o nosso palpite. A vitória simples de Eala é cotada pelas casas de apostas em cerca de 1.61, o que não traz muito valor. Já o cenário de um jogo longo de três sets, no qual a experiência de Paolini garante uma parcial para ela, mas a devolução e a audácia de Eala decidem no fim, está avaliado em 4.00. Esse é o grande valor deste confronto.


