Itália (F)
A Itália encerrou a fase preliminar na segunda posição: 10 vitórias em 12 partidas, 32 sets vencidos e 14 perdidos. A seleção somou 134 pontos a mais que suas adversárias, média de cerca de 11 por jogo. É um número forte, mas a linha propõe uma diferença quase duas vezes maior. A última semana também não foi exatamente um passeio. Contra Canadá e China, as italianas só venceram no tie-break, embora Ekaterina Antropova tenha anotado 37 e 28 pontos nessas partidas. A favorita sabe crescer nos momentos decisivos, mas nem sempre quebra a resistência da rival desde os primeiros pontos.
Holanda (F)
A Holanda entrou no top 8 com a sétima colocação: sete vitórias, cinco derrotas e saldo positivo de pontos, 889 a 859. Todas as sete vitórias vieram por 3 a 0 em sets, o que mostra que a vaga nos playoffs não foi obra do acaso. É verdade que, antes da reta final, a seleção holandesa perdeu para a Sérvia por 0 a 3, mas até ali a diferença foi exatamente de 18 pontos. No confronto de junho contra a Itália, também caiu sem vencer sets, porém levou duas parciais até a casa dos 22 pontos, e a margem total ficou em apenas 13.
Palpite
A Itália é superior no saque, no bloqueio e nos fechamentos de set. O cenário mais provável é que avance. Ainda assim, o handicap (+18,5) dá à Holanda uma margem ampla demais: basta um set equilibrado ou três parciais sem apagão. No primeiro duelo direto, essa gordura foi suficiente, e a diferença média das italianas no torneio ficou bem abaixo da linha proposta. Mesmo uma derrota por 0 a 3 aqui não significa, necessariamente, que a aposta seja perdida. Por isso, fico com a Holanda no handicap (+18,5).