Analisamos o confronto de primeira rodada em Roland-Garros entre Ignacio Buse e Andrey Rublev, focando na forma recente de ambos e no impacto que isso trará para o mercado de total de sets.
Ignacio Buse
Ele vive uma excelente fase. Não se trata apenas do torneio de Hamburgo, que conquistou perdendo apenas dois sets em cinco rodadas, mas também do fato de ter se sagrado campeão de um evento de nível ATP 500 vindo do qualificatório.
Dados estatísticos:
Sua derrota mais recente ocorreu em três sets contra o cabeça de chave número 20, Frances Tiafoe (7/6, 3/6, 2/6).
Tornou-se o primeiro jogador do Peru desde 2007 a conquistar um título de nível ATP.
Nesta temporada, ele está vencendo 71% dos pontos com o seu primeiro serviço.
Andrey Rublev
Sua última aparição foi uma derrota contundente para Jannik Sinner nas quartas de final do Masters 1000 de Roma (2/6, 4/6). Quase ninguém esperava que ele vencesse aquela partida. O único torneio de saibro que pode ser considerado um sucesso para ele nesta temporada foi o de Barcelona, onde chegou à final.
Dados estatísticos:
No saibro nesta temporada, ele salvou 65% dos break points que enfrentou em seu serviço.
Todas as suas quatro derrotas no saibro nesta temporada aconteceram em sets diretos.
Ele não conquista um título desde fevereiro de 2025 (Doha).
Palpite para Ignacio Buse x Andrey Rublev
Rublev enfrentará um adversário complicado, o recém-coroado campeão do torneio ATP 500 de Hamburgo. Buse, de 22 anos, entrará em quadra com uma enorme injeção de dopamina e confiança após conquistar o primeiro título de nível ATP de sua carreira.
Buse impressionou o público e os analistas em Hamburgo com sua energia. Seus golpes de forehand e backhand na cruzada funcionaram muito bem, especialmente em trocas rápidas de bola. Ele encontrou um pouco mais de dificuldade nos ralis mais longos, onde precisou passar mais tempo na defensiva. Na final contra Tommy Paul, sua vitória no tie-break do primeiro set chegou a ficar ameaçada. Ele demonstra não ter medo de cometer erros, embora, naturalmente, eles aconteçam bastante. O menor índice de conversão de break points que ele registrou naquele torneio foi de 42% – justamente na decisão. Em contrapartida, diante de Jakub Mensik, ele aproveitou todos os quatro break points que teve a seu favor.
Rublev terá vantagem não apenas em termos de experiência, mas também no aspecto físico. Evidentemente, é ótimo contar com a adrenalina e a confiança após faturar um título em um torneio forte contra um rival de peso, mas essa conquista exigeu muito desgaste de Buse. Rublev, por outro lado, vem se preparando com calma para um dos principais eventos do ano. Ser eliminado logo na primeira rodada seria um resultado totalmente inaceitável para ele. Em três dos quatro Grand Slams da temporada passada, ele alcançou as oitavas de final, inclusive em Paris. O russo tentará extrair o máximo de rendimento de seu poderoso forehand, seu golpe favorito.
Sem dúvida, Buse mostrou que agora precisa ser levado muito a sério. Mesmo antes de brilhar em Hamburgo, ele vinha apresentando ótimas atuações. Em todas as suas três derrotas em torneios de nível Masters nesta temporada, o peruano conseguiu arrancar um set de seus oponentes. Sendo assim, ele também deve dar muito trabalho na estreia de Roland-Garros. Pelo menos quatro sets disputados é o cenário mínimo esperado para este embate.


