O elenco do Galatasaray é mais caro, tem mais recursos e, em casa, contará com o apoio da torcida. Mas, neste momento, tudo isso quase não importa. No verão, vence não quem tem o elenco mais bonito, mas quem já sabe o que fazer com a bola. Os turcos ainda não sabem. Nos dois últimos amistosos, não marcaram nenhum gol e sofreram cinco. O Rennes obteve duas vitórias nesse período. A diferença de preparação é evidente demais para ser ignorada.
Galatasaray
No momento, nada funciona de forma integrada entre os mandantes. Victor Osimhen se desmarca, İlkay Gündoğan procura o passe, os companheiros até se movimentam, mas a equipe segue sem um ataque coeso. A bola chega ao terço final e fica presa ali. Dois jogos sem gols para um elenco como esse já não são apenas uma casualidade de verão. Na defesa, a situação é ainda mais preocupante. O Monza marcou duas vezes contra os turcos, e o Venezia, três. Todos os três gols dos italianos saíram após os 70 minutos. Isso, sim, é realmente importante. Assim que o cansaço aparece, as distâncias entre as linhas aumentam, o meio-campo fica vazio e os defensores passam a encarar o adversário de frente para o próprio gol. Em casa, o Galatasaray certamente irá para cima. Diante de sua torcida, não jogará de outra forma. A primeira meia hora pode ser intensa. Mas a posse de bola, por si só, não garante nada. Se a equipe se desorganiza após perder a bola, ela deixa de ser uma vantagem e vira um problema.
Rennes
O Rennes parece mais simples neste momento. E, justamente por isso, mais convincente. Os franceses não tentam praticar um futebol para o qual ainda não estão prontos. Em três amistosos, o time de Frank Haise conquistou duas vitórias: sobre o Guingamp (3 x 1) e o Brugge (2 x 1). O segundo resultado é especialmente revelador. Os belgas são um adversário de nível europeu, não uma equipe trazida para um treino leve. Esteban Lepaul e Issa Soumaré marcaram nos dois jogos. Portanto, o setor ofensivo já tem não apenas movimentação, mas também entrosamento. E o confronto favorece os franceses. O próprio Galatasaray abrirá os espaços necessários, especialmente após o intervalo. Bastará não se afobar, e o Rennes tem lidado bem com isso até agora. Além disso, a equipe iniciou a preparação mais cedo e parece fisicamente mais fresca.
Palpite
No início, os turcos vão pressionar os visitantes. Talvez até criem algumas boas chances. Depois virão as substituições, o ritmo cairá e haverá novamente espaço demais entre o meio-campo e a defesa. É aí que o Rennes terá o jogo que lhe convém.
É difícil apostar no Galatasaray apenas pelos nomes e pelo mando de campo. Neste momento, os franceses estão mais preparados, jogam com mais tranquilidade sem a bola e já sabem como punir o adversário.
