França
Os atuais campeões olímpicos oscilam bastante ao longo de todo o torneio. Na segunda semana de jogos, venceram o Irã, Cuba e a Sérvia, mas depois acabaram derrotados pelo Japão no tie-break. Em Chicago, o roteiro se repetiu: uma derrota sem chances contra o Brasil por 3 a 0 e, logo na partida seguinte, uma vitória convincente por 3 a 0 diante da China.
O grande problema da França não é a qualidade técnica, mas sim a falta de consistência. Para piorar, Trevor Clevenot está lesionado, o que enfraqueceu bastante a recepção da equipe. Quando o adversário força o saque, o ataque francês se torna previsível. Apesar disso, o time conta com nomes fortes no ataque: Stephen Boyer já soma 113 pontos e Mathis Henno tem 110. É muito provável que a França consiga vencer um ou dois sets. A grande dúvida é se a equipe terá fôlego para manter o ritmo durante todo o confronto.
Polônia
Uma sequência de sete vitórias seguidas parece impressionante, até analisarmos como esses resultados foram construídos. Ucrânia, Bélgica e Turquia levaram os poloneses ao quinto set, com a decisão saindo no detalhe em cada um desses confrontos. A Polônia nem sempre domina as ações durante toda a partida, mas demonstra enorme frieza nos momentos decisivos.
Em Chicago, a equipe subiu de nível: venceu a Bulgária por 3 a 0 sem maiores dificuldades e depois superou o Brasil. A profundidade do elenco permite suportar jogos longos. Jogadores como Bartlomiej Boladz, Wilfredo Leon, Tomasz Fornal e Marcin Lemanski conseguem liderar o ataque de forma alternada, e a comissão técnica pode rodar o time sem perder rendimento. Essa flexibilidade é um trunfo valioso para decidir uma quarta ou quinta parcial.
Palpite
A França vai lutar com todas as forças, pois sabe que uma derrota pode praticamente decretar o fim de sua trajetória no torneio. Com a força ofensiva de Stephen Boyer, os franceses têm totais condições de vencer ao menos um set, principalmente se a Polônia demorar a entrar no ritmo do jogo.
No entanto, a profundidade de elenco deve fazer a diferença a favor dos poloneses. Sem Trevor Clevenot, a recepção francesa fica vulnerável, e as opções no banco não mantêm o mesmo nível dos titulares. A Polônia está mais do que acostumada a enfrentar duelos longos e costuma demonstrar maior equilíbrio emocional nos pontos decisivos. No ano passado, as seleções também decidiram a partida no tie-break, com vitória polonesa por 3 a 2. O cenário para este confronto aponta para um desfecho muito semelhante.