Ambos os jogadores se sentem muito mais confortáveis em quadras mais rápidas, mas é Brandon Nakashima quem atualmente parece mais consistente no saibro lento de Paris. Felix Auger-Aliassime continua sendo o favorito graças à sua qualidade e potência, mas é muito improvável que esta seja uma partida simples para ele.
Felix Auger-Aliassime
O canadense vive uma temporada oscilante no saibro. Por um lado, ele ainda consegue avançar nas primeiras rodadas dos principais torneios; por outro, perde a concentração com muita frequência e permite que os adversários o arrastem para partidas desgastantes. Em 2026, no saibro, ele venceu 6 de 10 partidas, mas acabou derrotado por Alexander Blockx, Mariano Navone e Aleksandar Kovacevic — adversários contra quem alguém do seu nível não deveria perder.
Em Paris, suas atuações também não têm sido convincentes. Na primeira rodada, ele superou Daniel Altmaier apenas em cinco sets (4 a 6, 6 a 4, 4 a 6, 6 a 1, 7 a 6) e, em seguida, perdeu o set de abertura para Roman Andres Burruchaga (4 a 6, 6 a 0, 7 a 5, 6 a 1). Em ambos os confrontos, ele teve momentos de oscilação e cometeu erros excessivos em ralis longos.
Brandon Nakashima
Ele também não é considerado um especialista nato no saibro, mas em Paris vem apresentando um tênis muito maduro e disciplinado. Na primeira rodada, superou com tranquilidade Roberto Bautista Agut (6 a 2, 7 a 5, 6 a 2) e, em seguida, passou por uma batalha duríssima de cinco sets contra Luca Van Assche (6 a 7, 6 a 4, 5 a 7, 6 a 1, 6 a 3), após estar perdendo por 1 a 2 em sets.
O americano tem se mostrado muito competitivo contra adversários de elite. No último ano, ele disputou sete partidas contra tenistas do top 10 e perdeu por uma diferença de mais de quatro games em apenas três ocasiões. Mesmo quando sai derrotado, ele quase sempre equilibra as ações graças à sua disciplina e à qualidade na devolução.
Palpite Felix Auger-Aliassime x Brandon Nakashima
O confronto parece muito mais equilibrado do que as odds das casas de apostas (1.45 contra 2.70) sugerem. O canadense, melhor ranqueado, tem mais potência, mas no saibro essas vantagens são bastante reduzidas. Em Paris, ele já enfrentou sérios problemas em duas ocasiões, mesmo contra adversários de menor ranking, perdendo três sets nas duas primeiras rodadas e passando quase 7,5 horas em quadra.
Por outro lado, Nakashima se sente muito à vontade em um estilo de jogo mais lento e de desgaste. Ele mantém a bola em jogo e aproveita muito bem as fraquezas dos adversários em ralis longos. Para o tenista mais bem ranqueado, este é um cenário desconfortável, pois sob profundidade e pressão constantes, ele tende a cometer mais erros de backhand e perder a paciência. As estatísticas de Nakashima contra jogadores de elite também chamam a atenção. Apesar das derrotas, ele se mantém competitivo com frequência até contra adversários do top 10: em 14 de seus últimos 17 sets contra esses rivais, ele venceu pelo menos quatro games.
Levando em consideração a difícil adaptação do canadense ao saibro de Roland-Garros e a capacidade de Nakashima de impor ralis longos, é muito provável que a partida seja longa. Mesmo que o favorito avance, será bastante complicado para ele vencer por uma margem ampla.


