Daria Kasatkina
Representando a Australia, Kasatkina precisou passar pelo qualifying para entrar na chave principal, e nas duas partidas buscou a virada depois de sair perdendo por 0 a 1. Ela derrotou Bolkvadze por 6 a 7, 6 a 4 e 6 a 0, e Smith por 4 a 6, 6 a 4 e 6 a 0. Kasatkina constrói os pontos em trocas longas do fundo da quadra, varia o ritmo e usa bolas pesadas, com bastante efeito e profundidade. Ainda assim, Daria não tem um primeiro saque tão potente, e os games mais longos costumam abrir brechas para break points. No qualifying, as duplas faltas voltaram a pesar: foram 27 em duas partidas.
Anna Kalinskaya
Kalinskaya faz uma temporada consistente, com 20 vitorias e 14 derrotas, e se firmou no top 30 do ranking. O piso duro de Washington é um dos cenários preferidos de Anna. Além da final em 2025, ela também chegou à semifinal do torneio em 2019. Nesta temporada, o retrospecto da russa no piso duro ao ar livre é modesto, com 9 vitorias em 16 jogos, mas apenas em Miami ela não conseguiu passar da primeira rodada. Anna pratica um tênis agressivo e acelerado: seu forehand plano e pesado permite abrir ângulos perto das linhas e punir rapidamente qualquer bola curta das adversárias. Kalinskaya se adapta muito bem ao quique das quadras locais e chega motivada para defender os pontos conquistados no ano passado.
Palpite
No confronto direto, Kasatkina lidera por 4 a 1. Só que as últimas temporadas mudaram de forma clara o equilíbrio entre elas. Daria gastou energia demais para superar o qualifying, com dois jogos longos em três sets. Além disso, as 27 duplas faltas de Kasatkina podem virar um alvo fácil para Kalinskaya, que devolve muito bem o segundo saque e costuma assumir a iniciativa logo na primeira bola. Anna deve entrar em quadra mais descansada, impor um ritmo alto desde os primeiros games e explorar o desgaste da adversária.