Dallas Wings
O ponto forte do Wings é claro: Paige Bueckers. Ela realmente carrega a equipe. Foram 27 pontos na prorrogação contra o Seattle, 25 contra o Las Vegas, além de 18 pontos e 14 assistências contra o Los Angeles. Quando a bola está com ela, o Dallas pode buscar até mesmo um jogo que parecia praticamente perdido.
Porém, o problema continua lá. O Wings frequentemente vive sob o lema: 'vamos pontuar mais e depois nos viramos'. Na temporada, a equipe sofre em média 85,7 pontos, e nos dois últimos jogos os adversários castigaram no perímetro — o Seattle e o Las Vegas arremessaram acima de 40% da linha de três pontos. Para um confronto com o Minnesota, isso representa um risco direto. Especialmente sem Alanna Smith, que poderia trazer mais segurança defensiva.
Minnesota Lynx
O Minnesota também tem seus problemas. Napheesa Collier e Dorka Juhasz estão fora de combate, então não dá para fingir que tudo está perfeito com o Lynx. No entanto, é exatamente nessas situações que a qualidade se sobressai: mesmo sem duas jogadoras importantes, a equipe soma uma campanha de 14-4 e ostenta o melhor equilíbrio da liga.
No Minnesota, tudo funciona de forma mais simples e madura. A equipe anota em média 90,8 pontos, sofre 79,4 e tem um saldo positivo de +11,3. Olivia Miles já não parece uma caloura que precisa ser poupada: registra médias de 18,6 pontos e 5,6 assistências, além de ter anotado 21 pontos na virada contra o Washington. Ao seu lado está Natasha Howard, que somou 21 pontos e 15 rebotes na última partida. Isso não se resume a uma mão quente individual, mas sim a um sistema com múltiplas alternativas.
Palpite
O Dallas é perigoso jogando em casa, Bueckers tem capacidade para ditar um ritmo de trocação de pontos, e não se pode descartar completamente o Wings. Contudo, vencer um duelo franco contra uma equipe que defende melhor e arremessa com mais consistência é uma tarefa difícil. O Minnesota lidera a série da temporada (2 a 0) e venceu os últimos seis confrontos diretos. O Lynx demonstra maior controle de jogo, tem uma rotação mais profunda e um plano mais claro para os momentos decisivos. Como o handicap é baixo, não há necessidade de uma goleada. Basta controlar o ritmo novamente e não permitir que o Dallas viva apenas das arrancadas de Bueckers.