Como um time com a melhor campanha da liga pode perder quatro vezes seguidas para o mesmo adversário? Uma pergunta incômoda para o Dallas. As Wings têm campanha de 18-9, venceram sete dos últimos oito jogos, mas, contra Atlanta, tudo desanda por algum motivo. Nesta temporada, foram duas derrotas: 72 a 77 em casa e 69 a 86 fora. Ambas sem muita resistência. Portanto, o Dream realmente encontrou uma forma de enfrentar esse adversário. Só que os jogos foram em maio. E o Dallas de maio já não é exatamente o mesmo de agora.
Dallas Wings
Na primavera, o ataque das Wings patinava. Agora, é ele que leva o time adiante. O Dallas marca 90,2 pontos por jogo, a quarta melhor média da liga, e seu rating ofensivo subiu para 113,5. E não é só por causa de Bueckers. Paige anota 20,9 pontos e distribui 6,2 assistências, Arike Ogunbowale assume os arremessos difíceis nos finais de jogo, e Jessica Shepard conseguiu um triple-double contra Portland: 18 pontos, 15 rebotes e 10 assistências. As Wings venceram por 101 a 97. O único tropeço em oito jogos foi a derrota por 98 a 99 para o New York na prorrogação. Bueckers não jogou naquela partida. Um detalhe? Não, justamente um fator importante.
Atlanta Dream
Atlanta sabe defender. Não há discussão: sua defesa está entre as três melhores da WNBA. Mas, no ataque, o time espera com frequência demais que alguém resolva tudo sozinho. Allisha Gray anota 19,1 pontos, Angel Reese pega 12,3 rebotes e Jordin Canada distribui 6,8 assistências. Depois delas, há pouco mais. Antes da pausa, o Dream perdeu cinco jogos seguidos e depois venceu três de quatro, mas seu basquete não ficou mais fácil por isso. O time superou Chicago por 93 a 91 com um arremesso de Canada no estouro do cronômetro. Bonito, claro. Mas vitórias constantes na última bola não representam margem de segurança.
Palpite
Os jogos de maio já não mostram o quadro completo. Naquela época, o Dallas ainda ajustava seu próprio ataque; agora, marca mais de 90 pontos e voltou a ter Bueckers saudável. Atlanta precisa de um basquete lento e truncado, no qual consiga segurar o adversário perto dos 80 pontos. Em casa, as Wings vão tentar acelerar o jogo desde o início. E é aí que as visitantes terão dificuldades.
Há ainda outra diferença. Pelo Dallas, Bueckers, Ogunbowale ou Shepard podem decidir o fim de jogo. Atlanta tem opções bem mais limitadas. As quatro derrotas seguidas nos confrontos diretos pesam demais na avaliação das mandantes, embora a forma atual já seja mais importante do que a história de maio.